"Sexo frágil" já responde por 30% do total de síndicos em SP Liderança, "jogo de cintura", sensibilidade e capacidade para gerenciar conflitos são diferenciais do sexo feminino no exercício da função
Mesmo ainda longe de se equipararem à quantidade de síndicos do sexo masculino na cidade, tem sido cada vez mais comum ver mulheres exercendo a função. Conforme pesquisa realizada pela Lello Condomínios, de 1.100 síndicos analisados pela administradora, 30% são mulheres. Mesmo em minoria, quando o assunto é a qualidade do serviço prestado, elas não deixam nada a desejar.
Geralmente mais cuidadosas, exercem a função como gestoras, se posicionando diante dos problemas de forma mais sensível. “As mulheres são mais detalhistas, enquanto os homens são mais genéricos. Não que eles não sejam bons administradores, mas as mulheres vêem mais as minúcias”, diz Angélica Arbex, gerente da divisão comercial da Lello Condomínios.
O levantamento realizado pela Lello mostra ainda que aproximadamente 50% das síndicas são empresárias ou profissionais liberais. E levam para os condomínios a experiência administrativa adquirida durante a vida profissional. Além da capacidade administrativa, demonstram habilidade para contornar situações e capacidade para minimizar desentendimentos.
A administração realizada por síndicas revela ainda outro diferencial. O “toque feminino” à frente do condomínio, além de tornar o ambiente mais harmonioso, pode valorizar o imóvel. Um exemplo típico é o dos jardins dos condomínios, geralmente ‘todo verde’ quando o síndico é homem. Já com as síndicas, sempre há canteiros floridos.
Dar conta das tarefas profissionais, levar filhos à escola, checar a lição de casa dos pequenos, cuidar da família, fazer supermercado, e ainda assim arrumar tempo para ser síndica e desenvolver esta atividade com qualidade não é tarefa simples. “O dia internacional da mulher é uma grande oportunidade para também prestarmos homenagem a todas as síndicas, que têm o papel importantíssimo de contribuir para uma vida mais harmoniosa em seus condomínios”, finaliza Angélica.
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