O síndico ficou mais jovem e mais graduado

Sabe aquele estereótipo de que o síndico é um tiozinho aposentado sem mais o que fazer? Esqueça. Nos últimos cinco anos, seu perfil tornou-se bem diferente. "A mudança acompanha as dificuldades de estar à frente de um condomínio atualmente", diz Angélica Arbex, gerente da Lello Condomínios. "É como se os prédios fossem empresas."
Há cinco anos, 70% dos síndicos tinham mais de 50 anos e menos de 10% utilizavam a internet para se comunicar com a sua administradora. Eram, em geral, aposentados ou donas-de-casa. No ano passado, a Lello enviou questionários a 1 100 deles para montar um perfil atualizado.
Houve um rejuvenescimento: 50% dos entrevistados afirmaram ter de 31 a 50 anos – contra 44% com mais de 50 anos. É o caso do gerente bancário Fernando Gonçalves Conceição, de 34 anos. "Como tenho facilidade com finanças e contabilidade, achei que poderia contribuir com a administração do condomínio", explica ele, que é síndico de um prédio na Vila Sofia, na região de Santo Amaro, desde 2005.
Formado em administração – 67% dos síndicos têm curso superior –, casado e pai de dois filhos, Conceição precisou mudar sua rotina para dar conta dos encargos da função. Já chegou a pedir, em assembléias de condomínio, que os moradores utilizassem o e-mail para contatá-lo – ferramenta que ele, assim como 37% dos síndicos paulistanos, usa preferencialmente para se comunicar com a administradora. "Preciso ser ágil", diz. "Mesmo assim, a maioria dos moradores ainda costuma me interfonar." Conceição passa orientações rápidas três vezes por semana ao zelador, sempre por volta das 8 horas, antes de sair para o trabalho. E todos os sábados faz uma ronda pelo prédio, para ver se está tudo o.k.
Fonte: Revista VEJA SP - Radar Lello
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