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Conta de agua

Por: Fernando S C Luise

Um Condômino me questionou e eu não soube responder, As Empresas de Saneamento cobram uma taxa minima da ligação que estão sob responsabilidade dela. Em nosso condominio a agua é individual temos um hidrometro geral que nunca gasta a taxa minima. Mas alguns moradores gastam menos que os 10 m3 que é a taxa minima. cobramos pela taxa minima e ele acha que temos que cobrar o gasto se é menor que a taxa minima, pois somando o gasto real chegamos ao valor da conta se cobramos taxa minima sobra um determinado valor. exemplo 5 moradores de taxa minima 50m3 mas somando o gasto dos 5 gasto foi 38 m3 então ha uma sobra. ou seja cobramos a maior

181 dias atrás
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Respostas (9)

  • Raimundo Paulo de Vasconcelos respondeu há 181 dias atrás

    Boa tarde.

    Se a conta que a Empresa de Saneamento te manda for uma só, ela calculou todo o consumo geral, como se fosse, teoricamente, uma só unidade. Ela não perguntou quem gastou mais ou quem gastou menos. Por isto não há como atender a este condômino que gastou menos. Você terá que considerar o preço de um m³ pela divisão do total da conta por m³ consumidos por todos. A diferença é o gasto do condomínio.

    A única possibilidade é se a Concessionária aceitar fazer a leitura de todos os hidrômetros para individualizar a conta para todos, mas tem um porém - tudo tem de estar dentro dos parâmetros exigidos por ela. Por exemplo: os hidrômetros têm de estar em local de fácil acesso, no mesmo nível que o hidrômetro geral do condomínio. Acima de 10m altura, é preciso colocar hidrômetros no corredor do prédio e com leitura remota (rádio frequência). Citei o caso da Copasa em Belo Horizonte.


  • Maria Telma Falcão de Carvalho respondeu Raimundo Paulo de Vasconcelos há 181 dias atrás

    Perfeito, era o que eu estava tentando dizer e não consegui com poucas palavras. É isso mesmo.

  • Maria Telma Falcão de Carvalho respondeu há 181 dias atrás

    Fernando,.

    Quando se individualiza a água, não se cobra taxa mínima. De onde você tirou esse valor da taxa?

    Se o condomínio consumiu 11 m³ ele vai pagar sobre esse gasto e não tem que cobrar nenhuma taxa mínima.

    Por isso que sobra dinheiro na cobrança das contas de água dos moradores. Essa conta está errada.

    Veja bem, a concessionária trabalha com faixas de gastos. Se o condomínio no seu relógio geral consome 1.000 m³ o valor do metro cubico é um, se gasta 3.500 o valor sobe para todos os consumidores.

    Quando se gasta 1.000 m3 o valor por m3 é um, quando se gasta 3.500 metros cúbicos, o valor aumenta por m³, entendeu

  • Enio Peixoto respondeu há 181 dias atrás

    Fernando

    Alguma coisa está errada. Se há um hidrômetro geral, a conta de água será no mínimo, a taxa mínima multiplicada pelo número de unidades. Por isso, você deve cobrar dos condôminos pelo menos a taxa mínima.
    Dependendo do consumo, essa conta pode não fechar, mas não tem outro jeito.


  • Maria Telma Falcão de Carvalho respondeu Enio Peixoto há 181 dias atrás

    Enio,
    Ele tem que cobrar dos moradores o consume real sem cobrar taxa mínima e o que sobrar é a água utilizada pela área comum. Não pode apenar o morador com uma suposta taxa mínima, que em condôminos não existe

  • Enio Peixoto respondeu Maria Telma Falcão de Carvalho há 181 dias atrás

    Maria Telma

    Você está equivocada. Em condomínios existe taxa mínima sim! Só não existe, se a concessionária local não cobrar desta forma. Em BH, Minas Gerais, ao contrário do informado pelo Raimundo Paulo de Vasconcelos em sua resposta, o consumo total medido no hidrômetro do condomínio, é dividido pelo número de unidades (economias) e é aplicada a tarifa correspondente. Se o resultado da divisão FOR MENOR QUE O CONSUMO MÍNIMO, a fatura da COPASA, será a taxa mínima multiplicada pelo número de unidades. Em São Paulo, a SABESP procede da mesma forma. Não sei nos outros estados, mas acredito que é da mesma forma. O próprio Fernando S.C. Luise informou que lá em Santa Catarina também é assim. Então deve ser.
    Então, o síndico deve cobrar pelo menos a taxa mínima de cada unidade, pois se não o fizer, a conta não vai fechar nunca e alguém pagará tarifa mínima para os outros. O hidrômetro individual serve para verificar quanto cada unidade consumiu e fazer a proporção de consumo. Se tem gente consumindo pouco ou menos que o mínimo, tem que pagar o mínimo. Imagine a seguinte situação: Um prédio tem 100 apartamentos. Se todos estiverem fechados, a conta de água será 100 x taxa mínima. Em BH será aproximadamente 100 x R$ 27,00 = R$ 2.700,00. Em São Paulo, será aproximadamente R$ 3.000,00. Neste caso, se não houve consumo, e você não cobra taxa mínima dos apartamentos, quem vai pagar este valor? E se apenas 1 ou poucos apartamentos estiverem ocupados? A soma do consumo deles nunca vai chegar ao mínimo cobrado pelo concessionária. Mas a conta deverá ser paga. Se não proceder assim, 1 apartamento vai pagar sozinho conta de 3.000 reais?

    Obs.: O consumo mínimo da COPASA é 6 m3. Da SABESP 10 m3.
    Se tiver 1 lote com 2 casas, a conta será no mínimo 2 taxas mínimas. Não importa se as casas estiverem fechadas. Se tiver 1 prédio com 1000 apartamentos, a conta será no mínimo 1000 vezes a taxa mínima. Não importa se não houve consumo.
    Isto parece ruim quando não há consumo ou quando os moradores consomem pouco. Por isso, quem não conhece a forma de cobrança reclama. Mas isso protege o condomínio de pagar tarifas elevadas sem necessidade. Veja porque olhando a tabela de tarifas da COPASA:
    Consumo de 0 a 6 m3 = R$ 13,75 por mês (por mês - taxa mínima)
    Consumo de 6 a 10 m3 = R$ 2,29 por m3 (por metro cúbico) (soma com o valor acima)
    Consumo de 10 a 15 m3 = R$ 4,46 por m3 (por metro cúbico) (soma com o valor acima)
    Consumo de 15 a 20 m3 = R$ 4,47 por m3 (por metro cúbico) (soma com o valor acima)
    Consumo de 20 a 40 m3 = R$ 4,49 por m3 (por metro cúbico) (soma com o valor acima)
    Consumo acima de 40 m3 = R$ 8,24 por m3 (por metro cúbico) (soma com o valor acima)
    Em São Paulo, os valores são diferentes, mas conceito de cobrança é o mesmo.
    Observe que a tarifa para consumo maior que 40 metros cúbicos é 4 vezes maior que a mínima. Se não houvesse cobrança por economias, quase todo prédio pagaria tarifa elevada, mesmo consumindo pouco.
    O texto ficou muito extenso, mas o assunto é um pouco complexo e difícil explicar com poucas palavras.

    Fonte:
    http://www.copasa.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2469&sid=274&tpl=section

    http://site.sabesp.com.br/site/fale-conosco/faq.aspx?secaoId=134&cid=6

  • Raimundo Paulo de Vasconcelos respondeu Enio Peixoto há 180 dias atrás

    Ênio.

    O meu comentário anterior foi em virtude de abreviar as coisas. Mas...

    Se alguém quiser seguir, com rigor, a regra de taxa mínima, vai ter que montar uma planilha (no Excel) para cobrar o mínimo obrigatório (6m³ ou 10m³), de cada um dos apartamentos, e diminuir este valor do total da conta geral do condomínio. Ainda vai ter que verificar quem gastou acima do mínimo, calcular quanto custou cada m³ nas faixas acima de 10m³, que em geral é o dobro (aproximadamente) da faixa mínima. Ainda tem a parte do consumo do condomínio, que poderia estar embutida neste valor mínimo cobrado de cada apartamento.

    Eu mesmo já montei uma planilha para fazer as contas deste modo, na tentativa de se cobrar pelo número de pessoas - onde não tiver condição de instalar hidrômetros individuais -, mas quem me garante que um outro síndico vai ter paciência de fazer todas estas contas? Nada impede que alguém siga o caminho mais difícil.

  • Enio Peixoto respondeu Raimundo Paulo de Vasconcelos há 179 dias atrás

    Raimundo

    O correto é montar uma planilha mesmo e cobrar direito, seguindo a regra com rigor, não acha?
    Porque se não for assim, a individualização é fajuta.
    O objetivo da individualização, é cada um pagar somente o que é de sua responsabilidade. Isto é, seu consumo individual mais o gasto da área comum.

    Se não for dessa forma, quem consome menos que o mínimo, não paga o que deveria pagar.
    E quem consome muito, paga menos do que deveria, pois a tarifa é escalonada. Quem consome muito, tem que pagar mais por gastar mais e também porque a tarifa para quem gasta muito é maior.

    O consumo da área comum, se for possível apurar, deve ser rateado pela fração ideal ou dividido por igual. Esse gasto, na maioria das vezes, pode ser irrisório comparando com o que se gasta nas unidades. Só não é se tiver irrigação, duchas, piscinas, etc.

    Dá trabalho? Dá, mas é o correto. Se o síndico não tem paciência ou não souber fazer as contas, deveria pedir para alguém fazer. Na maioria das vezes, instalar hidrômetros individuais onde não foi projetado para isso, custa muito caro e pode não valer a pena se não for cobrado direito.

  • Raimundo Paulo de Vasconcelos respondeu há 177 dias atrás

    Ênio,

    Concordo com você.

    É complicado mesmo o cálculo, e uma vez criada a planilha, é só repassar para o síndico seguinte. Então vou dar aqui a minha contribuição:

    Trabalharemos a partir do valor da conta (R$), para conseguirmos fazer uma divisão mais correta, e
    não simplesmente pelo valor do m³. Os números são fictícios, mas não longe da realidade.

    Suponhamos uma conta com o consumo de 220m³, no valor de 1.800,00, para 30 apartamentos (+ o consumo geral do condomínio). O valor do m³ foi de 5,00 ? faixa mínima - e 9,00 para as demais (considerando-se um valor médio para todas as faixas acima, para não complicar muito, eles são muito próximos). Aquela última faixa (na conta) é a taxa do desperdício e dificilmente alguém chegará nela.

    1. 10 aptos. consumiram 5m³ (média) e 20 apartamentos consumiram 8m³ (média).
    (10ap. x 5m³) + (20ap. x 8m³) = 50m³ + 160m³ = 210m3.
    220m³ - 210m³ =10m³ (será o consumo do condomínio).

    2. Cobrar dos aptos. da faixa mínima:
    5m³ x R$5,00 = R$ 25,00 para os apartamentos desta faixa. 10 ap. x 25,00 = R$ 250,00.

    3. Deduzir: 2.000,00 ? 250,00 = 1.750,00 (novo valor da conta). Deduzir 220m³ - 50m³ = 170m³

    4. R$ 2.000,00 (total da conta) - 250,00 ? 1.646,40 = R$ 103,60.
    Este valor representa a parte do condomínio, que deve ser dividida por todos, sem considerar qual seria a metragem disto e quem gastou mais, ou menos.
    Dividir R$ 103,60/30ap. = R$ 3,45 para cada um dos 30 aptos.

    Obs.1 : como a conta traz sempre o valor de m³ x unidades, e também o total em R$ do consumo geral em cada faixa, pode-se abreviar o cálculo, diminuindo primeiro o valor (total) da faixa mínima do total da conta (será o valor das faixas acima).

    Obs.2: Este método ainda tem uma falha. Aquele valor m³ da faixa de consumo mínimo só foi cobrado de quem consumiu menos. Os da faixa acima não receberam nenhum benefício sobre esta cobrança de m³ mínimo. Esta é uma falha a corrigir, para se fazer um método mais justo, mas a ideia continua a mesma.
    Como você já disse: ficou extenso, mas quando se trata de colocar em texto os números e cálculos...

    Um abraço.