A cada ano mais moradores assumem o cargo pela primeira vez, aponta levantamento do Radar Lello
A partir de janeiro a maioria dos moradores de prédios de apartamento irá escolher um novo síndico, para um mandato de até dois anos, com direito a reeleição ilimitada.
Segundo levantamento do Radar Lello, o número de moradores que assumem o cargo de síndico pela primeira vez cresce cerca de 10% ao ano, fruto, principalmente, da expansão imobiliária e do advento da Internet, que permite aos moradores resolver a maior parte das demandas por e-mail.
O síndico pode ser proprietário, inquilino ou alguém de fora do prédio, conforme a decisão da maioria dos condôminos e ou normas expressas na convenção do condomínio. Suas principais atribuições são representar o condomínio, zelar pelo cumprimento da convenção e do regimento interno, cuidar da conservação e da manutenção das áreas comuns e equipamentos, negociar com fornecedores e prestar contas aos condôminos sobre despesas efetuadas, entre outras responsabilidades.
Assim como em qualquer eleição, os moradores devem ter cuidado na escolha de quem irá comandar o dia-a-dia do prédio, buscando perguntar, por exemplo, sobre suas propostas, sobre o tempo que terá para cuidar das demandas do condomínio, as mudanças que pretende realizar na gestão e, principalmente, como fará para garantir segurança e comodidade aos moradores.
“Já o candidato a síndico precisa ter consciência da enorme responsabilidade que a função exige. Administrar um condomínio é como gerenciar uma empresa, com inúmeras obrigações contábeis, trabalhistas, fiscais e previdenciárias. Há, ainda, o fator emocional, já que o síndico deve gerenciar conflitos e administrar vaidades, pontos de vista e interesses diferentes entre funcionários e condôminos”, diz Angélica Arbex, gerente de Marketing da Lello Condomínios.
Nos cerca de 1,2 mil condomínios administrados pela Lello na capital paulista, ABC e Guarujá, 56% dos síndicos têm menos de 50 anos e 67% possuem diploma universitário, o que aponta para uma mudança de perfil em relação à década passada. Sessenta por cento dos síndicos paulistas são isentos do pagamento do condomínio.
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