Estatuto do condomínio vetaria permanência de estudantes no prédio sem que pais vivam juntos permanentemente
Recém-aprovado no curso de ciências aeronáuticas na ITE (Instituição Toledo de Ensino), o estudante Renan Laposta, 20 anos, morador em Botucatu, terá de aguardar até a semana que vem para começar a frequentar as aulas. É o tempo para achar outro apartamento, já que a síndica do Edifício Byblos, na quadra 10 da rua Doutor Alípio dos Santos, Jardim Panorama, onde havia locado um imóvel, não permitiu a entrada.
Segundo ele e a mãe, a autônoma Rosângela Laposta, 44, a responsável pelo condomínio impediu a entrada porque não aceitaria uma república no local.
Renan pretendia morar no apartamento de três quartos com o primo Lucas Pessin, 18 anos, e com o amigo José Tilio, 19, todos também universitários. A mãe de Renan, entretanto, tinha a intenção de alternar entre Bauru e Botucatu semanal ou quinzenalmente, ficando no apartamento que alugou para o filho.
“Ele não está dando sorte. No ano passado, não deu quórum para formar uma turma no curso que ele quer. Agora, é impedido de vir para cá”, analisa o pai da namorada de Renan, Vanderlei Francisco de Souza, que trouxe parte da mudança nesta quarta-feira em sua caminhonete. Para ele, a síndica foi “arbitrária e quis mostrar poder”.
Indignada, Rosângela registrou nesta quarta-feira boletim de ocorrência. O apartamento foi alugado com antecedência e tudo estava certo. “Só esperamos pintar e mudaríamos hoje [quarta]. Agora, nem que possamos, não queremos mais morar lá”, desabafa a mãe, que vai procurar outro imóvel.
A reportagem tentou falar com a síndica na noite desta quarta-feira, mas a informação na portaria foi de que ela não estava. O responsável da portaria se recusou a fornecer telefone dela. O BOM DIA apurou que o estatuto do condomínio vetaria permanência de estudantes no prédio sem que pais vivam juntos permanentemente.
Fonte: Rede Bom Dia - Luís Fernando Wiltemburg
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