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Segurança

Acidente em edifício no RJ

Placas de mármore caem do 5° andar e atingem pedestre

sexta-feira, 24 de março de 2023
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Jovem é atingida por parte de varanda de prédio do Leblon, na Zona Sul

Ainda há risco de novas quedas; coordenador do CREA-RJ aponta infiltração no local

Seis placas de mármore desabaram da varanda de um prédio no Leblon, na Zona Sul do Rio, e atingiram a jovem Larissa Spezani Resende, de 20 anos, por volta das 19h desta quarta-feira. A moça sofreu um traumatismo craniano quando caminhava pela Rua João Lira em frente ao número 28, o Edifício Arthur Rubinstein, e a estrutura do apartamento do quinto andar despencou sobre ela. O estado de saúde é considerado grave, em condição estável. O prédio foi interditado em três trechos, pois ainda há risco de novas quedas, de acordo com a Defesa Civil.

No meio da tarde, o Hospital Unimed-Rio divulgou um boletim sobre o estado médico da jovem. De acordo com o texto, Larissa foi vítima de traumatismo cranioencefálico, se encontra em estado grave, sedada e respira com a ajuda de aparelhos. A mãe, Leila Spezani, afirmou que Larissa está reagindo bem, mas segue sedada.

Moradores do prédio optaram por esvaziar o condomínio, devido as interdições. Segundo relatos, a primeira impressão dos vizinhos é que alguém teria caído direto do apartamento. O barulho teria assustado quem passava pelo local. Hoje, pela manhã, a rua ficou interditada, mas já foi liberada.

"O atendimento dos bombeiros aconteceu rapidamente, em cerca de cinco minutos chegou uma ambulância", relatou uma vizinha que não quis ser identificada.

Larissa foi internada inicialmente no Hospital Municipal Miguel Couto, onde passou por duas cirurgias, uma no crânio e outra no braço. Na manhã desta quinta-feira ela foi transferida para um hospital da rede particular, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

O prédio foi construído em 1982 e comunicou a autovistoria pela última vez em abril de 2014, onde consta que está no que é considerado adequado pela Prefeitura. Após a queda, o portão de entrada ficou parcialmente destruído pelos destroços. A autovistoria atual tem validade até 17 de abril deste ano.

O coordenador da comissão de prevenção de acidentes do CREA-RJ, Jorge Mattos, analisou as imagens cedidas pelo O GLOBO. Segundo ele, há sinais claros de corrosão na estrutura, geradas por uma infiltração.

"Há uma planta crescendo na estrutura e isso só é possível com água passando por ali. Com a infiltração a barra de armadura da estrutura se corroeu e expandiu, ocorrendo o que chamamos de desplacamento. Com isso, empurrado, aos poucos, o concreto e, na sequência, o revestimento", explicou Jorge.

O síndico do condomínio não quis comentar a situação no momento. De acordo com o Decreto nº 37.426 de 11/07/2013, que regulamenta a aplicação da Lei Complementar 126/2013 e da Lei 6400/2013, entende-se como responsável pelo imóvel o Condomínio, representado pelo síndico ou administrador, o proprietário ou ocupante do imóvel a qualquer título.

O coordenador comentou também que uma ação preventiva dos proprietários do imóvel teria impedido o acidente. Segundo Jorge, o apartamento de cima também apresenta os mesmos problemas.

"O síndico será responsabilizado, pelas questões legais. Mas os donos do apartamento poderiam ter evitado o incidente com uma prevenção simples. Pode, inclusive, ocorrer um novo acidente", alertou Mattos.

O bairro tem um dos metros quadrados mais caros do país. A Subsecretaria de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), realizou três interdições, após vistoria dos técnicos no local: área frontal do prédio, entrada da garagem na lateral direita e área frontal/ varanda do apartamento onde houve o incidente (por risco de queda do material restante da fachada).

De acordo com as informações da 14ªDP, o caso foi registrado como lesão corporal culposa. Uma mulher de 20 anos foi atingida por um revestimento de granito que despencou da varanda de um edifício.  A perícia foi feita no local. A investigação está andamento para apurar as responsabilidades do fato. A unidade aguarda resultado do laudo pericial.

Autovistorias no município

A Secretaria Municipal de Urbanismo recebeu 59,5 mil comunicados de Autovistoria predial. Destes, 23,2 mil já estão adequados e 36,3 mil apontam necessidade de obras. Os técnicos da SMU têm realizado palestras com síndicos e profissionais legalmente habilitados para fazer vistoria e elaboração de laudos. Já foram mais de 40 encontros, a maioria no CREA, com o objetivo de conscientizar e esclarecer questões sobre a lei.

Com a Lei da Autovistoria, a cidade passou de zero a quase 60 mil prédios que contrataram profissionais para avaliar as condições de conservação, estabilidade e segurança.

A SMU informou que "a aplicação desta lei é uma mudança de cultura, que naturalmente ocorre de forma gradual". Hoje, há 14,4 mil processos de notificação para que os prédios comuniquem Autovistoria ou cumpram as exigências dos laudos técnicos. Além disso, também são enviadas notificações por e-mail.

 

Fonte: oglobo.globo.com

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