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Segurança

Caso Miguel

Ex-síndico afirma que prédio seguia normas de segurança

sexta-feira, 24 de março de 2023
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Caso Miguel: ex-síndico presta depoimento e afirma que prédio seguia todas as normas de segurança

Mais cedo, o porteiro também esteve em delegacia, nesta quarta (10). Ele trabalhava no momento em que Miguel, de 5 anos, caiu do 9º andar, no dia 2 de junho

O ex-síndico do Pier Maurício de Nassau, prédio de luxo de onde um menino de 5 anos caiu do 9º andar no dia 2 de junho, prestou depoimento à polícia, nesta quarta-feira (10), mesmo dia em que o porteiro do edifício também esteve em delegacia. Segundo Carlos Nobre, o prédio seguia todas as normas de segurança necessárias.

Carlos, mesmo sendo ex-síndico, prestou depoimento, porque uma eleição para nova administração condominial está sendo realizada. Miguel Otávio era filho da empregada doméstica Mirtes Renata Souza e estava aos cuidados da patroa, a primeira-dama de Tamandaré, Sari Corte Real, quando caiu de uma altura de 35 metros.

"O depoimento foi bem claro: a casa de máquinas, o acesso, as esquadrilhas, tudo [estava] de acordo com as normas. Não existe obrigatoriedade de tela de proteção. A legislação existe para 1,10m e 1,20m. Lá está com 1,25m. A alvenaria seria com 1,10m e está com 1,15m. Está acima do que a legislação obriga", declarou Carlos.

O ex-síndico disse, ainda, que explicou à polícia as características do prédio e disse que não sabe de que forma Miguel caiu do nono andar do edifício.

Mais cedo, o porteiro do prédio compareceu à Delegacia de Santo Amaro, no Centro do Recife, e permaneceu por quase uma hora no local. Ambos foram ouvidos pelo delegado Ramon Teixeira, responsável por investigar o caso. O porteiro e o delegado não falaram com a imprensa.

O advogado de Sari Corte Real, Pedro Avelino, também esteve na delegacia para acompanhar a investigação do caso. Questionado sobre a ausência de declarações da primeira-dama de Tamandaré, exceto pela carta em que pede perdão a Mirtes, o defensor alegou que Sari deve conversar com o delegado.

Cartas

Nesta quarta-feira (10), a mãe de Miguel, a doméstica Mirtes Renata, enviou uma carta em resposta a um texto divulgado por Sari. O advogado da primeira-dama de Tamandaré disse que "uma mãe pode falar tudo, especialmente diante de um cenário de tragédia" .

Na mensagem divulgada nesta quarta (10), Mirtes contou não ter recebido nenhum pedido de desculpas e que "o pedido de perdão foi dirigido à imprensa".

Caso Miguel

Quando caiu do prédio, Miguel estava sob os cuidados de Sari Corte Real, já que a mãe dele havia descido do apartamento para passear com uma cadela. Por meio de imagens das câmeras de segurança do elevador, é possível ver que o menino entrou sozinho e foi seguido por Sari.

A ex-patroa aperta um botão no alto e, em seguida, o elevador se fecha. Miguel já havia apertado outros botões antes.

O elevador para em um dos andares, mas a criança não desce. Ao chegar ao 9º andar, a porta se abre e Miguel sai do elevador. De acordo com a perícia feita no dia do acidente, o menino caiu de uma altura de 35 metros. Segundo Mirtes, ele estava respirando quando ela o encontrou.

A criança foi levada ao Hospital da Restauração, na área central do Recife, mas não resistiu. Mirtes pediu demissão após o ocorrido.

Sari foi presa em flagrante e liberada após pagamento de fiança de R$ 20 mil. Ela vai responder por homicídio culposo, por ter agido com negligência, segundo a Polícia Civil.

Protestos

O caso ganhou repercussão nacional, com manifestações de políticos e artistas e criação de um abaixo-assinado virtual com mais de 2,5 milhões de assinaturas pedindo justiça.

Na sexta (5), um protesto reuniu centenas de pessoas em frente ao prédio onde vive a família dos patrões de Mirtes, com forte participação do movimento negro. No domingo (7), outra homenagem foi feita em Tamandaré. Uma missa de sétimo dia foi celebrada virtualmente na segunda (8). Na terça (9), artistas pediram justiça em um protesto no Rio Capibaribe, no Recife.

Em meio à comoção, veio à tona que a mãe e a avó de Miguel são funcionárias da prefeitura de Tamandaré, apesar de trabalharem na casa do prefeito como domésticas.

O Tribunal de Contas do Estado esteve na sede do poder executivo municipal na segunda (8) para recolher documentos e verificar se há outras pessoas que estão na folha de pagamento.

Auxílio emergencial

O nome de Sari Gaspar Corte Real, primeira-dama de Tamandaré, aparece no portal Dataprev após um pedido de auxílio emergencial, benefício concedido durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Segundo o Dataprev, o auxílio emergencial foi solicitado no dia 14 de maio. O portal recebeu o pedido no dia seguinte e, até a manhã da terça (9), o requerimento está “em processamento”. Os dois filhos de Sari, de 6 e 3 anos de idade, estão cadastrados como parte do grupo familiar.

Procurado pelo G1, o advogado de Sari Gaspar Corte Real, Pedro Avelino, informou por telefone que a solicitação de auxílio emergencial feita em nome dela é uma fraude.

Fonte: https://g1.globo.com/

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