domingo, 10 de abril de 2011
Os condomínios não enfrentam apenas problemas relacionados à contratação do prestador que recolhe o lixo. Ainda há muitas dúvidas sobre a maneira correta de fazer o descarte do material.
"Ao contratar a empresa cadastrada pela prefeitura, deve-se separar o lixo reciclável na lixeira especial", orienta Gabriela Tischenberg, analista ambiental da administradora Itambé.
Empresas e cooperativas exigem uma limpeza básica do material a ser reciclado; ele deve ser mantido seco e ficar longe do lixo orgânico. Essa é a parte mais difícil para alguns condomínios, de acordo com Edson Lobo, da empresa 2 A Reciclagem.
Ele conta enfrentar mesmo problemas relacionados a informações errôneas no momento da contratação.
"Ao pedir um orçamento, muitos locais diminuem o volume de lixo a ser recolhido pela empresa, para tentar economizar. Esse arranjo costuma durar pouco, pois cobramos pelo excedente recolhido", afirma Lobo.
Nos empreendimentos comerciais gerenciados por Nilton Savietto, 61, síndico profissional, a coleta seletiva e o descarte correto dos resíduos já acontecem há tempos.
"Mas, por causa do decreto, tive de mudar de fornecedor, optando por uma empresa que recolhe o lixo diariamente", comenta Savietto. O cuidado se estende ao descarte correto de óleo de cozinha, retirado por uma ONG.
A gerente predial Rosimeri Bispo, 44, já havia providenciado em seu condomínio coleta seletiva, papa-pilha e descarte correto de lâmpadas.
"Para nos adequarmos, compramos uma lixeira colorida com sinalização especial, no padrão da lei [municipal nº 14.973/09, que obriga a coleta seletiva em grandes geradores de resíduo], para papel, plástico, metal e vidro", cita. Não houve impacto na taxa condominial.
O descarte correto do óleo de cozinha também tem preocupado os condomínios. Se jogado na pia ou no lixo comum, ele acabará contaminando o lençol freático. Estima-se que cada litro de óleo despejado em rios ou lagos polua mais de 25 mil litros de água.
A ONG Trevo coleta óleo usado e só cobra pelo kit de acondicionamento, que custa R$ 40, com funil e tambor de 50 l. "Quando o recipiente enche, o condomínio liga e nós retiramos em um dia", explica Roberto Costacoi, presidente da ONG.
Confira outros locais que fazem o reaproveitamento do material:
O SíndicoNet, em parceria com o Instituto Muda, disponibiliza um serviço de implementação e gestão de Coleta Seletiva em condomínios de São Paulo.
Se o seu condomínio se interessou pelo trabalho do Instituto Muda e deseja fazer a cotação para a gestão de seu condomínio, preencha o cadastro nesta página e um representante entrará em contato com você.
Fonte: Folha.com por Mariana Desimone