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GO: Corretora registrou BO contra síndico antes de sumir

Por SíndicoNet

terça-feira, 20 de janeiro de 2026


A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, registrou um boletim de ocorrência contra o síndico do condomínio onde morava em Caldas Novas, Goiás, meses antes de seu desaparecimento. O caso foi registrado em agosto de 2025, quando ela procurou a polícia para denunciar perseguição e agressão física por parte do administrador do prédio.

Documentos obtidos pela investigação mostram que, dias antes do desaparecimento, Daiane foi alvo de uma reunião de condomínio convocada para discutir a possibilidade de impedir sua permanência no prédio. A ata do encontro aponta uma série de acusações feitas pelo síndico, incluindo supostas irregularidades em aluguéis, descumprimento de regras internas e conflitos com funcionários e moradores.

Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após descer ao subsolo do edifício para verificar um corte de energia elétrica em seu apartamento. A Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH) conduz as investigações e mantém todas as possibilidades em análise.

A ata da assembleia registra que, em agosto, 52 dos 58 condôminos votaram pela expulsão da corretora, decisão que previa sua saída do imóvel em até 12 horas e a imposição de restrição de permanência nas proximidades do prédio.

No depoimento prestado à polícia, a corretora relatou que os conflitos com a administração do condomínio começaram em janeiro de 2025. Ela afirmou que o síndico teria iniciado ações para impedi-la de trabalhar no local, apesar de sua família ser proprietária de seis apartamentos no prédio.

"Foi me negado o acesso à lavanderia, às áreas comuns, às entregas, e até a chave do apartamento da minha mãe eles se recusaram a entregar", disse a corretora em seu depoimento. A situação levou Daiane a buscar uma liminar judicial para garantir seu acesso às áreas comuns do edifício.

A decisão da assembleia, no entanto, teve seus efeitos suspensos por liminar concedida pelo Juizado Especial Cível e Criminal, que autorizou Daiane a permanecer no condomínio até o julgamento do mérito. Para o advogado André Junqueira, a medida judicial “é um ponto central do caso, porque suspendeu formalmente os efeitos da expulsão e permaneceu válida até o desaparecimento”.

Problemas com o abastecimento de água nos apartamentos da família também foram mencionados pela corretora. "A água começou a desaparecer e ninguém me dava resposta. Eu e meu padrasto fomos atrás dele porque ele é a única pessoa que tem as chaves dos registros", declarou.

Além da água, há registro de ação judicial envolvendo suposto corte indevido de energia elétrica, tema que aparece nos últimos vídeos gravados por Daiane, quando ela relata descer ao subsolo para verificar a interrupção no fornecimento.

Durante um confronto com o síndico, Daiane afirmou ter sido agredida fisicamente. "De repente ele me deu um soco e uma cotovelada no rosto. Meu celular caiu, meus óculos caíram", relatou. Ela negou ter agredido o administrador: "Eu não encostei nele, nem com palavras, nem com nada. Eu só quero tranquilidade e segurança na casa da minha mãe".

A Polícia Civil identificou divergências nos relatos sobre os incidentes. Um morador do prédio testemunhou ter visto a corretora exaltada, batendo nos vidros e tentando quebrar uma porta de uso comum na recepção. Gravações das câmeras de segurança mostram uma discussão intensa, com Daiane alterada, enquanto o síndico apenas observava a situação, sem registros visuais de agressão física.

Os desentendimentos entre a corretora e a administração resultaram em uma assembleia de moradores em agosto. De um total de 58 votos, 52 foram favoráveis à saída de Daiane do condomínio.

A investigação passou a considerar a hipótese de homicídio após a Delegacia de Homicídios assumir o caso, diante do fato de Daiane ter desaparecido dentro do prédio, sem imagens de saída ou contato posterior, após descer ao subsolo para verificar um corte de energia. A ausência de vestígios que indiquem desaparecimento voluntário reforçou a suspeita de crime contra a vida.

Como garantir que não existam áreas sem câmeras de segurança no condomínio? *

A segurança é uma das principais preocupações em condomínios, e as câmeras de segurança desempenham um papel vital na proteção dos moradores. Garantir que todas as áreas comuns estejam cobertas por câmeras pode ajudar a prevenir incidentes e aumentar a tranquilidade dos residentes.

Aqui estão alguns passos e considerações para assegurar que as áreas condominiais estejam adequadamente monitoradas por câmeras de segurança:

Avaliação de Necessidades

Planejamento e Instalação

Privilégios de Acesso

Manutenção e Atualização

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