Alteração de fachadas

Decoração de áreas comuns

Veja como deixar espaços bonitos e modernos

Por Mariana Ribeiro Desimone

terça-feira, 18 de junho de 2013


Se  uma fachada bonita e bem cuidada é fundamental para a valorização do condomínio, é justo dizer que as áreas sociais também são. Afinal, de nada adiantaria ter uma fachada linda, recém pintada, com um hall descuidado, com móveis velhos, ou com um salão de festas com as paredes riscadas.

Por isso, o embelezamento das áreas comuns pode trazer benefícios ao condomínio e poderia ser considerado um investimento no patrimônio, e não um gasto supérfluo – como é visto normalmente.
 
Mas antes do investimento ser feito é fundamental que o condomínio saiba o que deseja: se é uma mudança radical do estilo do local, algumas alterações pontuais ou se apenas  a manutenção do espaço. Isso ajuda a ter uma ideia de quanto o condomínio vai gastar com a renovação da área em questão.
 

Pequenas intervenções

 
Considera-se uma intervenção pequena aquela que não é grande vulto, e que não impactará em uma mudança extremamente flagrante do local. É quase que uma manutenção do espaço.
Nesses casos, quando não há grandes mudanças, a aprovação pode ser feita com maioria simples da assembleia. Para tanto, o condomínio já deve dispor do dinheiro para efetuar as mudanças no ambiente.
 
São consideradas pequenas intervenções:
 
 

Intervenções maiores

 
Para se fazer algo maior, o síndico deve ter claro  o que deseja fazer, já que depende disso as aprovações da comunidade para embasar o projeto.
 
Se a ideia é mudar o mobiliário completo de um ambiente, ou sua decoração, ou ainda uma pequena reforma, o que acontece geralmente é a aprovação com maioria simples na assembleia, apesar de alguns especialistas recomendarem maioria de dois terços, principalmente se envolver muitos gastos.
 
Nesse caso os moradores devem ter uma ideia clara de que conceito deve ter a mudança. Ou seja: devem saber explicar a “cara nova” que deve ter aquele local. 
 
Já se o desejo for por alterar o uso de alguma área – como transformar a sala de ginástica em uma brinquedoteca -, ou mudar o tipo de material utilizado em locais comuns – a troca de mármore por piso cerâmico, por exemplo- o síndico deve ter anuência de 100% dos condôminos.
 
Também é importante decidir em assembleia quanto se pode/deseja gastar com a mudança, evitando receber orçamentos futuros que fiquem muito acima do planejado.
 
Tendo em mente qual será a mudança empregada, o síndico, que pode ter o apoio de uma comissão de decoração, deve buscar orçamentos de profissionais da área. Se houver quebra de paredes estruturais, o ideal é que um engenheiro participe do projeto, para fornecer uma A.R.T. (Anotação de Responsabilidade Técnica).
 
O síndico pode contar com o apoio de algum morador que seja da área – caso não haja comissão formada – para escolher o profissional em questão.
 

Orçamento

 
Vale lembrar que o orçamento enviado pelos profissionais deve conter itens como: prazo para a execução do projeto, quais materiais estão inclusos, modo de pagamento, estilo a ser seguido.  O ideal é que o condomínio receba pelo menos três orçamentos com os mesmos parâmetros, para avaliar qual prestador de serviço será escolhido.
 
É mais simples para o síndico e a comissão acompanharem o desenrolar da obra quando a empresa faz o projeto e sua execução.
 
Caso todos os orçamentos enviados sejam superiores ao que a assembleia aprovou investir na decoração, o caso deverá ser discutido mais uma vez pela coletividade. Esse tipo de medida ajuda o síndico a investir, de maneira correta, os recursos do condomínio.
 
Para manter o projeto no orçamento e no prazo é importante acompanhar seu passo a passo. Criar um cronograma de atividades e cobrá-lo da empresa parceira ajuda. Já pensando em não extrapolar o montante acordado em assembleia para a renovação, pode-se dispor de 90% desse total para a prestadora de serviços, deixando o restante para ser usado caso haja algo diferente.
 

Como mudar

 
Caso haja vontade de mudar a decoração do seu empreendimento, mas o investimento esteja limitado, é possível que os próprios moradores mudem a cara das áreas comuns. Mesmo nesse caso, as alterações devem ser aprovadas em assembleia.
 
Veja abaixo algumas dicas de decoração para áreas comuns:
 

 

Exemplos de decoração

Fonte: Fontes: Tais Barboza, sócia da Shop Kola, empresa de projetos de design em adesivos, Rômulo Russi, arquiteto e designer de interiores, Luciane Stangler, síndica profissional, Gabriel Karpat, diretor de condomínios da administradora GK, e Vania Dal Maso, gerente geral de condomínios do grupo Itambé, Marilda Ferrares, arquiteta, Cristina Barbara, arquiteta