terça-feira, 29 de setembro de 2026
Robson Pereira de Souza, 38 anos, dono de um prédio em construção que desabou na zona norte de São Paulo, foi morto a tiros no domingo (27). Ele estava em um bar no bairro Jardim Elísio, na capital paulista, acompanhado da esposa e de amigos quando foi atacado.
O Corpo de Bombeiros socorreu Souza e o encaminhou ao Hospital Vila Nova Cachoeirinha, onde ele morreu. O atirador fugiu de moto após os disparos e ainda não foi identificado.
Câmeras de segurança da região são analisadas pelas autoridades. O caso foi registrado como homicídio no 72º Distrito Policial. A perícia também esteve no local.
A motivação do assassinato ainda é investigada. Até o momento, não há comprovação de que o crime tenha relação com o desabamento do prédio.
Antes de morrer, Souza respondia a processos relacionados ao desmoronamento. O Ministério Público havia apresentado uma denúncia criminal, enquanto uma segunda ação, de natureza cível, cobrava indenização pelas consequências do acidente.
O prédio, localizado na Rua Pedro Osório Filho, em Vila Nova Cachoeirinha, desabou em fevereiro de 2025. Duas pessoas ficaram feridas no acidente, mas não houve mortes.
Antes do desabamento, a construção já apresentava irregularidades. O alvará autorizava uma edificação com menos pavimentos, enquanto a obra chegou a sete andares.
A Prefeitura de São Paulo informou que a construção havia sido embargada por desvirtuamento do alvará de aprovação e execução. As multas aplicadas ao proprietário e ao responsável técnico somavam R$ 3,1 milhões.
O alvará havia sido solicitado por Robson Pereira de Souza, proprietário da Residencial Recanto ME, empresa que se apresentou à Prefeitura como responsável pela obra e pela comercialização das unidades.
A investigação sobre o homicídio segue em andamento, assim como as questões judiciais relacionadas ao desabamento.
Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)