quarta-feira, 25 de março de 2026
Silvio Souza Silva, de 48 anos, matou Isabel Cristina Oliveira dos Santos, de 22 anos, com disparos de arma de fogo. O crime ocorreu no apartamento da vítima, situado no condomínio Le Parc Boa Viagem, bairro da Imbiribeira, na noite de domingo (22). Após efetuar os disparos contra a ex-namorada, o empresário atirou contra si mesmo.
Os disparos aconteceram por volta das 22h. Silvio atingiu a cabeça de Isabel e, em seguida, voltou a arma contra a própria cabeça. Parentes e a filha do ex-casal, de 3 anos, encontraram os dois corpos no local.
A polícia recolheu no apartamento um revólver, três munições calibre 38 - duas deflagradas e uma intacta - e três aparelhos celulares. O material foi encaminhado para perícia. A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso.
O relacionamento entre Silvio e Isabel durou aproximadamente seis anos. Durante esse período, ocorreram desentendimentos, agressões físicas e ameaças contra a vítima.
Isabel registrou diversas denúncias contra o ex-companheiro. Em 12 de outubro de 2025, ela formalizou boletim de ocorrência informando que recebeu ameaças de morte por mensagens no WhatsApp. Segundo a vítima, Silvio insistia para que o relacionamento fosse retomado.
Em 9 de novembro, o empresário arrombou a porta dos fundos do apartamento de Isabel. Ele justificou a invasão alegando que pagava o aluguel do imóvel e tinha direito de acesso.
No dia 25 de janeiro de 2026, Silvio foi autuado em flagrante na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Ele pagou fiança e foi liberado. Naquela ocasião, Isabel não solicitou medida protetiva de urgência.
Em 27 de fevereiro, após registrar nova queixa de perseguição no contexto da violência doméstica e familiar, Isabel solicitou medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro.
Silvio era proprietário de uma loja de esquadrias de alumínio e vidro. Ele também atuava como cantor e influenciador digital, utilizando o nome artístico Dom Silver. O empresário acumulava mais de 660 mil seguidores no Instagram. Isabel cursava o quarto período do curso de medicina na Universidade Católica de Pernambuco.
A administração do Le Parc Boa Viagem emitiu comunicado público nas redes sociais sobre o ocorrido. "A administração condominial informa que não teve, até a data dos fatos, qualquer conhecimento acerca da existência de medida protetiva, ação judicial ou procedimento que restringisse o acesso de qualquer dos envolvidos à referida unidade ou às dependências do condomínio", declarou.
"Esclarece, ainda, que o controle de acesso às dependências do condomínio é realizado por meio de procedimento rigoroso, com cadastro prévio de moradores e pessoas autorizadas, não tendo sido recebido, em momento anterior ao ocorrido, qualquer solicitação de bloqueio de acesso, seja por parte dos envolvidos, de terceiros interessados ou de autoridades públicas", disse outro trecho.
"Ressalta-se que o Condomínio realiza periodicamente a atualização cadastral de moradores e pessoas autorizadas, sendo expressamente vedado o acesso de pessoas não cadastradas", completou.
Dados do Conselho Nacional de Justiça apontam aumento nos pedidos de medidas protetivas. No ano de 2025, foram concedidas quase 630 mil medidas. Em 2024, o número foi de 612 mil. O volume representa mais que o dobro do registrado em 2020, quando foram contabilizadas 287.427 medidas.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco disponibiliza solicitação de medida protetiva para vítimas de violência doméstica e familiar pelo site tjpe.jus.br. O pedido será avaliado pelo juiz, com promessa de resposta em até 48 horas. Anteriormente, o requerimento precisava ser feito presencialmente em delegacias ou no Ministério Público.
A polícia registrou 42.887 queixas de violência doméstica no Estado em 2025. A capital pernambucana concentrou o maior número de casos: 7.038.
Isso está alinhado com a orientação do SindicoNet para violência extrema: segurança em primeiro lugar e acionamento imediato da polícia, sem tentativa de intervenção física por moradores/funcionários. ⚠️📌
O SindicoNet cita casos em que câmeras e atitude de moradores (ouvir gritos, acionar polícia, socorrer) foram decisivas para salvar a vítima e responsabilizar o agressor.
Violência doméstica costuma ter escalada. Então, se houver indícios, o condomínio pode atuar com orientação, protocolos e acolhimento, sem invadir a privacidade.
O SindicoNet recomenda campanhas e treinamento como medidas-chave para prevenção e resposta.
Crie um procedimento interno aprovado/validado pelo condomínio (e comunicado aos funcionários), por exemplo:
Casos de agressão podem envolver hóspedes de aluguel por temporada; por isso:
O SindicoNet relata episódio em que o casal estava hospedado por temporada e a violência começou no primeiro dia, com reincidência em 24h.
Conforme orientação do SindicoNet, agressões dentro do condomínio, mesmo dentro da unidade, devem ser denunciadas. Em risco, chama-se polícia imediatamente. O condomínio não “resolve” o crime — aciona as autoridades.
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