sexta-feira, 31 de julho de 2026
O suboficial da reserva da Marinha Antonio Luis Alves de Sena, flagrado em vídeo agredindo o filho cadeirante com socos em uma área comum de um condomínio no bairro do Bessa, em João Pessoa, já havia sido denunciado pela administração do próprio condomínio à Marinha do Brasil. As imagens foram captadas pelo circuito de segurança do local na madrugada de quarta-feira (29/7).
A denúncia, obtida pelo G1, é fundamentada em um dossiê com documentos e registros de comportamento do militar. O material descreve "comportamento inadequado, com risco à segurança coletiva (porte de arma de fogo)" e aponta incapacidade psicológica do suboficial para o porte de arma.
Entre os documentos que embasam a denúncia está um laudo extraído de um processo público. O texto aponta "transtorno de ansiedade generalizada em nível grave, sentimento de perseguição e dificuldade no ajustamento e reação a estressores" no militar.
O dossiê também descreve episódios registrados no condomínio, incluindo ameaças a vizinhos e perturbação do sossego. Em um dos registros, consta que "o militar foi visto chegando em casa de madrugada, ingerindo o que aparenta ser uma bebida alcoólica" e que, "na mesma imagem, pode-se ver o volume do que se imagina ser uma arma de fogo na cintura do cidadão".
Em 6 de junho de 2026, o documento relata que o homem teve "um episódio de aparente 'surto psicológico', em que a Polícia Militar da Paraíba (PMPB) foi acionada no condomínio".
O vídeo das agressões circulou nas redes sociais e, no período da tarde de quarta-feira (29/7), Sena se apresentou voluntariamente na Central de Polícia Civil, no bairro do Geisel, em João Pessoa. Por orientação jurídica, ele informou que não concederá entrevistas e declarou estar "abalado com toda a repercussão dos fatos", conforme informações da Rádio CBN João Pessoa.
A Polícia Civil informou que o militar já teria causado transtornos no prédio anteriormente, com supostas ameaças, intimidações e circulação armada pelo condomínio. Na quinta-feira (30/7), a corporação confirmou que "foi registrado boletim de ocorrência e determinada a instauração de investigação".
A TV Cabo Branco consultou a Capitania dos Portos da Paraíba, órgão que recebeu a denúncia do condomínio, para saber quais providências foram tomadas. A autoridade portuária respondeu que encaminhou os questionamentos ao setor responsável e que deve responder em até cinco dias úteis.
✅ Na hora do ocorrido
📌 Após o fato
🏢 Medidas condominiais O síndico deve notificar formalmente o agressor ou responsável pela unidade, aplicar advertência ou multa conforme Convenção/Regimento Interno e, em caso grave ou reincidente, levar o tema à assembleia para medidas mais severas. Se o agressor for inquilino, o proprietário também deve ser notificado.
⚠️ Exemplo prático: se um morador empurra ou agride uma pessoa com deficiência na garagem, o condomínio deve preservar as imagens, registrar internamente, apoiar o representante legal no B.O. e aplicar sanção condominial cabível.
O caminho mais seguro é: proteger a vítima + acionar autoridades + preservar provas + aplicar medidas condominiais formais.
Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)