Segurança

Mulher cai de prédio

SC: Suspeito que estava com vítima é preso por homicídio doloso

Por SíndicoNet

segunda-feira, 5 de outubro de 2026


Daisy Ferreira Maiesck morreu após cair do sétimo andar no fosso de um edifício no Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O caso ocorreu na madrugada de sábado (3).
 

Um homem que estava no apartamento foi preso em flagrante por homicídio doloso e desacato. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.

O suspeito foi levado à delegacia após apresentar comportamento agressivo com os agentes da Polícia Militar durante o atendimento no local.

Resgate e tentativa de socorro

O Corpo de Bombeiros Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados para socorrer Daisy, encontrada inconsciente e em parada cardiorrespiratória dentro do duto de ventilação do prédio.

Para alcançá-la, os socorristas acessaram um apartamento no terceiro andar e retiraram uma janela para facilitar o resgate. A equipe do SAMU realizou manobras de ressuscitação por cerca de 35 minutos, mas não conseguiu reanimá-la. A morte foi constatada no local.

Suspeito encontrado no banheiro

Quando a Polícia Militar chegou ao edifício, uma amiga da vítima e um vizinho permitiram a entrada dos agentes.

No apartamento do sétimo andar, os policiais ouviram um homem gritando dentro do banheiro com a porta trancada. Após arrombarem a porta, encontraram o suspeito molhado e sem roupas, sem ferimentos aparentes, alternando entre momentos de lucidez e agitação.

O homem afirmou que havia chegado ao apartamento por volta das 21h e consumido uísque, energético e maconha com a vítima. Disse ainda que estava bêbado e demorou a compreender o que havia acontecido.

Durante o registro fotográfico do apartamento, ele passou a xingar os agentes, o que motivou a prisão por desacato. A Polícia Militar também apreendeu maconha e haxixe no local.

O que disseram as testemunhas

Uma amiga de Daisy relatou à polícia que a vítima atuava como garota de programa e estava atendendo o suspeito no apartamento desde aproximadamente 22h.

Em determinado momento, a amiga ouviu Daisy gritando no banheiro e tentou entrar em contato por mensagens, mas não recebeu resposta. Cerca de três minutos depois, ouviu um barulho forte e, na sequência, o suspeito pedindo para sair do apartamento.

A amiga também informou ter recebido mensagens de outra mulher dizendo que Daisy não queria mais atender o suspeito por considerá-lo agressivo.

O vizinho relatou ter ouvido uma conversa estranha entre um homem e uma mulher, seguida de um barulho alto e gritos. Segundo ele, o homem também pediu aos moradores que liberassem a porta do prédio para que pudesse sair.

A Polícia Civil investiga o caso para esclarecer as circunstâncias da morte.

Como condomínios podem agir para preservar a segurança dos moradores e facilitar o atendimento policial em situações de emergência?*

Para um condomínio ativo, o ideal é ter um protocolo escrito de emergência, conhecido por síndico, portaria, zeladoria, administradora e moradores.

Em situações graves, o condomínio não deve “investigar” ou tentar resolver por conta própria. A prioridade deve ser preservar vidas, acionar as autoridades e facilitar a atuação policial.

Medidas práticas recomendadas

1. Acionamento imediato da polícia

Em situações de risco à vida, invasão, agressão, ameaça, violência em curso ou suspeita relevante, a orientação é ligar para o 190 imediatamente.

Porteiros e funcionários devem saber que não precisam “esperar autorização” quando houver uma emergência real.

2. Portaria segura e organizada

A portaria não deve ser abandonada durante uma invasão ou ocorrência grave.

É importante manter controle rigoroso de acesso, cadastro de visitantes e prestadores e registro de entradas e saídas.

Também é recomendado evitar a liberação de desconhecidos por pressão, “carteirada” ou pedido informal de moradores.

3. Preservação de provas

O condomínio deve preservar imagens das câmeras, registros de acesso, relatos de funcionários e livro de ocorrências.

Quando houver suspeita de crime, a orientação é não alterar a cena do fato, para não prejudicar uma eventual investigação.

4. Comunicação rápida e discreta

O síndico, zelador ou administradora deve ser comunicado conforme o fluxo interno definido pelo condomínio.

Os moradores devem receber apenas as informações necessárias para a segurança, sem exposição de nomes, vítimas ou suspeitos.

5. Treinamento da equipe

A equipe do condomínio pode ser preparada por meio de simulações de situações como invasão, violência doméstica, furto, briga grave e emergência médica.

Por exemplo: se houver gritos de socorro em uma unidade, a portaria deve acionar o 190, registrar o horário da ocorrência, preservar as imagens e comunicar o síndico.

Plano de emergência

O caminho mais recomendado é criar um plano de emergência simples, com telefones úteis, responsáveis, fluxo de acionamento, orientações para preservação de imagens e instruções aos moradores.

Segurança funciona melhor quando todos sabem como agir e seguem o mesmo padrão.

*  Conteúdo gerado pela Inteligência Artificial do SíndicoNet. Teste aqui!  
 

Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)