sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
A SABESP aplicou um reajuste médio de 6,1% nas tarifas de água e esgoto que atinge todos os condomínios atendidos pela companhia no estado de São Paulo. A medida entrou em vigor em 23 de janeiro de 2026, após autorização da ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), e já aparece nas faturas emitidas neste mês.
O aumento segue a regulamentação do setor de saneamento básico e considera principalmente a variação do IPCA no período regulatório. A ARSESP autorizou o reajuste depois de concluir análise técnica, respeitando os parâmetros estabelecidos para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro da concessionária.
Condomínios residenciais, comerciais e mistos em toda a área de operação da SABESP sentem os efeitos do aumento desde o início do ano. O impacto varia de acordo com o perfil de consumo de cada empreendimento, sendo mais significativo em locais com alto consumo coletivo ou infraestrutura hidráulica que exige manutenção constante.
Apesar do percentual parecer moderado, o efeito acumulado ao longo do ano pode comprometer o orçamento condominial. Orçamentos aprovados sem considerar este aumento correm risco de ficar defasados, especialmente em condomínios com sistemas hidráulicos antigos ou alto consumo em áreas comuns.
Especialistas sugerem quatro medidas para administrar o impacto do reajuste: revisar o orçamento para verificar se comporta o novo patamar de gastos; acompanhar o consumo mensalmente para detectar variações fora do padrão; avaliar a necessidade de ajustar a arrecadação; e investir em manutenção preventiva da infraestrutura hidráulica.
O reajuste tarifário faz parte do ciclo regular de atualizações de valores da companhia de saneamento. Não há informações sobre possíveis aumentos adicionais ao longo de 2026 ou sobre medidas compensatórias para condomínios de baixa renda.
Quando a tarifa de água sobe, o ponto central é que não é “opção” do síndico repassar ou não: se a despesa fixa aumentou e o orçamento não absorve, o condomínio precisa readequar a arrecadação (cota mensal) ou criar um plano de contingência para não estourar caixa e virar taxa extra depois.
✅ Também ajuda ter em mãos relatórios e histórico de reajustes para justificar o número com documentos, reduzindo resistência dos moradores. ⚠️ Transparência aqui é chave.
Exemplo realista: “A conta média era R$ X, com reajuste passou a R$ Y. Isso aumenta a despesa mensal em R$ Z. Se não ajustarmos, em 4 meses o caixa fica deficitário e teremos taxa extra.”
✅ Reajustar a cota condominial (recomendado quando o aumento é permanente)
⚠️ Taxa extra temporária
✅ Cortar/renegociar despesas para absorver parte do impacto
📌 Em cenário inflacionário, é recomendado revisar a previsão orçamentária mais de uma vez ao ano e levar à assembleia se precisar readequar. Também ajuda abrir cotações com pelo menos três fornecedores em contratos relevantes (quando fizer sentido), para compensar aumentos.
✅ Ações práticas:
Isso também ajuda a diminuir a polêmica de “todo mundo pagar igual”, já que a equiparação do valor para todos costuma gerar controvérsia quando o consumo é muito desigual.
🚫 Importante: não é permitido “punir” inadimplente cortando água/gás ou restringindo áreas — o caminho é cobrança formal e, se necessário, judicial, com agilidade.
Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)