16/01/26 12:24 - Atualizado há 12 dias
Mais uma vez, a imprensa paulista noticiou uma invasão e roubo em condomínio na cidade de Santana de Parnaíba (SP). O fato ocorreu em Alphaville, na Grande São Paulo, e foi veiculado da seguinte forma: Ladrões armados invadem condomínio e rendem casal de idosos em Alphaville, na Grande SP.
Um casal de idosos foi rendido durante um assalto em uma residência de alto padrão no bairro de Alphaville, na madrugada da sexta-feira, 9 de janeiro de 2026.
O roubo durou cerca de 15 minutos. Segundo a Secretaria da Segurança Urbana de Santana de Parnaíba e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o grupo pulou o muro dos fundos do condomínio Scenic, localizado na Avenida Pentágono.
Esse caso mostra a fragilidade em que muitos condomínios se encontram e a ousadia dos criminosos em invadir locais considerados seguros, burlando com facilidade sistemas de segurança.
Além disso, evidencia a vulnerabilidade dos condomínios horizontais, onde se tem observado que a maioria das invasões tem ocorrido pelos seus perímetros. Os ladrões se aproveitam das falhas percebidas nos residenciais.
Por isso, é essencial que síndicos e administradoras observem atentamente os pontos críticos e vulneráveis para saná-los.
Para corrigir deficiências e aumentar o nível de defesa, os condomínios devem investir em barreiras físicas compatíveis com a sua realidade. Isso inclui muros mais altos e reforçados, complementados por telas laminadas, concertinas e equipamentos eletrônicos.
Entre as opções mais eficazes estão cercas elétricas, detectores de vibração, câmeras de CFTV e sensores infravermelho ativo. Esses equipamentos ajudam a detectar intrusões rapidamente, reduzindo o tempo de reação da equipe de segurança e evitando invasões.
Hoje, existem soluções tecnológicas mais avançadas em apoio à proteção perimetral, como radares de segurança e drones de monitoramento. Os radares detectam ameaças de forma eficiente, enquanto os drones realizam vigilância ativa e rápida, cobrindo áreas extensas.
Para que essas soluções sejam realmente eficazes, é fundamental que todos os equipamentos estejam em perfeito funcionamento. Qualquer falha técnica pode comprometer a segurança e facilitar a ação criminosa.
Por fim, a segurança de um condomínio só é plenamente eficaz quando há integração entre o ser humano e os equipamentos utilizados.
A tecnologia deve ser uma aliada dos vigilantes, porteiros e síndicos, nunca um substituto total. O fator humano continua sendo decisivo para o sucesso da proteção condominial.
(*) José Elias de Godoy, oficial da PMESP, especialista de Segurança em Condomínios pela SUAT e autor dos livros “Manual de Segurança em Condomínios’’ e “Técnicas de Segurança em Condomínios”. Maiores informações pelo telefone (11) 2062-6798 ou elias@suat.com.br.