terça-feira, 15 de setembro de 2026
O Corpo de Bombeiros encontrou na tarde de domingo (13) o corpo de uma menina de 7 anos que estava desaparecida após o desabamento de um prédio em construção sobre uma casa no bairro da Penha, na Zona Leste de São Paulo. O acidente ocorreu na madrugada de sábado (12), na Rua Tequici.
Com a localização da criança, as equipes consideraram que todas as vítimas foram encontradas e encerraram os trabalhos emergenciais de busca. No total, oito pessoas que estavam no imóvel foram atingidas pelos escombros.
Das oito vítimas, seis morreram: três mulheres, dois homens e uma criança. Outras duas pessoas, uma criança e um homem, foram resgatadas com vida e deveriam receber alta até segunda-feira (14). As identidades das vítimas ainda não foram divulgadas.
Cerca de 100 profissionais, entre militares e civis, participaram da operação no domingo. Os trabalhos não foram interrompidos durante a madrugada, com as equipes se revezando para descansar e se alimentar enquanto as buscas continuavam.
Inicialmente, havia informações de que vigias também poderiam estar na obra. A hipótese foi descartada após o representante da construtora informar que não havia ninguém no prédio no momento do desabamento.
A construção já havia sido alvo de fiscalizações e de uma ação judicial da Prefeitura de São Paulo. O responsável pelo imóvel solicitou um alvará em 2019, mas o pedido foi indeferido.
A Prefeitura aplicou multas, interditou a obra e, em 2021, entrou na Justiça pedindo a demolição de uma construção irregular no terreno. Uma das multas chegou a R$ 119 mil.
A Justiça concedeu uma liminar determinando a paralisação das obras. Em 2022, um novo projeto foi apresentado. Em agosto de 2023, a Prefeitura emitiu um alvará para a execução da nova obra, condicionado à demolição da estrutura anterior.
Uma vistoria realizada em fevereiro de 2024 registrou que a demolição havia sido cumprida, e o processo judicial foi extinto.
Após o desabamento, porém, apurações preliminares da Prefeitura indicaram que a demolição exigida para a construção do novo prédio não teria sido realizada.
A administração municipal abriu uma investigação na Controladoria Geral do Município (CGM) para apurar os procedimentos de fiscalização. A servidora responsável pelo laudo que atestou a demolição foi afastada por 30 dias. A Polícia Civil também investiga o caso.
A Defesa Civil vistoriou a área e interditou três residências no mesmo terreno vizinho à construção. As causas do desabamento ainda não foram determinadas.
Embora chovesse no momento do acidente, a Defesa Civil informou que não é possível atribuir o desmoronamento apenas à chuva.
A New Home Construtora informou que abriu uma investigação interna para apurar o desabamento e afirmou que ainda não existem elementos suficientes para determinar sua causa.
A empresa também citou um terreno vizinho onde são realizadas movimentações de terra, circunstância que também será analisada.
A construtora afirmou que não se exime de eventual responsabilidade que venha a ser apontada pelas investigações, que está prestando apoio às famílias afetadas e que dará os esclarecimentos necessários às autoridades.
Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)