quinta-feira, 25 de junho de 2026
Dois terremotos de grande magnitude sacudiram a Venezuela na terça-feira (24), causando o colapso de prédios em Caracas e provocando tremores sentidos em estados do Norte do Brasil. O mais intenso dos dois eventos registrou magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Imagens captadas no momento do fenômeno mostram edificações desabando na capital venezuelana e moradores em fuga pelas ruas. Prédios em áreas habitadas estão entre as estruturas mais vulneráveis a terremotos de magnitude acima de 7,0, categoria que engloba os dois eventos registrados nesta terça-feira (24).
O USGS identificou dois tremores com epicentros separados por cerca de 5 km. O mais intenso, de magnitude 7,5, teve epicentro na cidade de Montalbán, a 168 km de Caracas, a uma profundidade de 13 km. O segundo registrou magnitude 7,2. Quanto mais próximo da superfície e da costa, maiores tendem a ser os danos causados pelo fenômeno.
Os tremores ultrapassaram as fronteiras venezuelanas e foram percebidos em diferentes pontos da região Norte do Brasil, incluindo Manaus, Belém do Pará, o Amapá e Roraima.
Terremotos ocorrem pela liberação de energia na crosta terrestre, geralmente provocada pelo choque entre placas tectônicas, o que gera ondas sísmicas responsáveis pelos tremores. A magnitude mede a intensidade do evento no ponto de origem.
Segundo a universidade americana Michigan Tech, o potencial de danos varia conforme a escala:
Até 2,5: não chega a ser percebido por pessoas; apenas sismógrafos registram;
De 2,5 a 5,4: sentido pela população, com pequenos danos;
De 5,5 a 6: capaz de danificar edifícios e outras estruturas;
De 6,1 a 6,9: provoca muitos danos em áreas densamente povoadas;
De 7,0 a 7,9: terremoto de grande porte, com destruição de prédios em áreas habitadas;
8,0 ou mais: pode destruir totalmente comunidades próximas ao epicentro.
O terremoto de maior magnitude já documentado foi de 9,5, ocorrido no Chile em 1960.
O USGS ressalta que cada terremoto possui uma única magnitude, mas o número registrado é frequentemente revisado à medida que novos dados chegam dos sismógrafos. A escala Richter, a mais conhecida pelo público, está em desuso para eventos de grande porte monitorados pelas principais agências internacionais.
A magnitude mede o tamanho do evento na origem, enquanto a intensidade descreve o impacto em cada ponto específico do território atingido. Locais mais distantes do epicentro sofrem intensidade menor. Outros fatores também influenciam esse impacto, como o tipo de solo e a direção do rompimento geológico provocado pelo terremoto.
Os sismógrafos, equipamentos que registram horário, localização e magnitude dos tremores, são os instrumentos centrais desse monitoramento. Sistemas modernos permitem que um único aparelho capture movimentações a milhares de quilômetros de distância do ponto de origem.
.
Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)