Laura Suárez

Como nasce uma lei que afeta seu condomínio

Entenda como participar e melhorar a qualidade das leis que impactam o dia a dia da vida em condomínio

Por Laura Suárez

25/02/26 09:58 - Atualizado há 14 h


Até a aprovação da Lei 9.226/2026 que regulamenta as entregas de encomendas por trabalhadores de aplicativos em condomínios na cidade do Rio de Janeiro, o assunto percorreu um longo caminho de discussões e debates. 

O processo legislativo, muitas vezes visto como algo distante, tem impacto direto na rotina do condomínio.

Aliás, o debate começa muito antes do papel. Na maioria das vezes, as propostas surgem em resposta a demandas sociais latentes. Vale lembrar que as leis nascem de conflitos e necessidades reais. 

No caso das entregas, desentendimentos entre clientes e entregadores, com registro de casos extremos de violência, levaram o tema ao Legislativo, além do Judiciário. O desafio era buscar um entendimento para que as entregas fossem rápidas e diretas com maior eficácia e segurança. 

Quando um parlamentar propõe regras e condições em ambientes privados, ele entende que não resta outra alternativa a não ser a intervenção do poder público para garantir o equilíbrio, a agilidade do serviço e a segurança de moradores e trabalhadores.

É comum que outros parlamentares atentos ao tema, façam o mesmo movimento e apresentem alternativas buscando criar regras para os serviços de entregas. O resultado é que, nos últimos anos, havia dezenas de propostas buscando uma solução. 

Mas, afinal, como o projeto se torna lei?

Ao longo da tramitação, as proposições seguem um rito técnico e político. Esse caminho pode ser resumido em algumas etapas:

Entender esse caminho é fundamental para saber onde o diálogo é mais efetivo. É nesta construção colaborativa que a participação deixa de ser apenas um conceito democrático para se tornar uma ferramenta de competitividade e gestão. 

Segundo o texto em vigor:

Quando a lei reflete a maturidade do debate, ela deixa de ser uma imposição para se tornar uma solução viável.

No fim do dia, o sucesso de uma norma não está apenas no papel, mas na sua eficácia, ou seja, na capacidade de ser aplicada sem gerar novos conflitos.

(*) Laura Suárez, advogada, executiva em Relações Institucionais e Governamentais, especialista em Direito Imobiliário, Comunicação, Gestão de Negócios e inovação com foco em IA.