José Elias de Godoy

Uma das fragilidades da portaria remota está na fechadura

Descubra como bandidos arrombam portões de pedestres em condomínios com portaria virtual remota e aprenda a investir em fechaduras eletroímã de alta resistência para maior segurança

Por José Elias de Godoy

23/04/26 07:48 - Atualizado há 4 dias


Com o avanço da tecnologia, a portaria remota - ou portaria virtual - tem crescido junto aos condomínios. Estima-se que cerca de 14 mil prédios já adotaram essa nova forma de controlar o acesso de pessoas e veículos à distância Brasil afora (Fonte: Abese).

Esta modalidade de serviço substitui a portaria presencial por um sistema remoto através da automatização do condomínio com a instalação de equipamentos, tecnologia e protocolos ligados a uma central de gerenciamento de controle de acesso entre outros sistemas.

Tudo é amarrado por meio de um software integrado pelo qual é efetuado todo o atendimento aos moradores, visitantes e prestadores de serviço, como se um controlador de acesso estivesse presencialmente no condomínio.

A portaria remota tem demonstrado ser uma maneira eficiente e segura no controle das entradas dos empreendimentos, porém, como não existe nenhum local 100% protegido, os bandidos perceberam uma maneira de burlar o controle nos acessos desses locais.

As invasões dos edifícios que adotam essa tecnologia tem sido no momento da entrada de pessoas a pé.

Na cidade de São Paulo, em 45% dos casos, a estratégia foi forçar os portões de pedestres usando somente a força dos braços ou através de golpes com chutes ou, ainda, utilizando chave de fenda para promoverem o arrombamento.

Esses meliantes conseguem perceber quando o prédio opera com portaria remota, entram no edifício e cometem furto ou roubo.

É importante frisar que portões com fechaduras elétricas, aquelas que têm lingueta que promove o fechamento, são facilmente arrombados com uso de chave de fenda, pé de cabra, ou força física, fazendo com que a lingueta ceda.

A melhor estratégia de segurança é a utilização da fechadura trava eletroímã, onde o fechamento do portão funciona por meio de corrente elétrica, ofertando, assim, mais resistência e dificuldade para abertura de forma forçada.

O mercado oferece diversos níveis de resistência para as fechaduras eletroímã, sendo que a mais usada é a de força de atração de 150 Kg. No entanto, apesar deste tipo de fechadura, é possivel a abertura forçada, mesmo, com o eletroímã de resistência de 150 kg.

Para minimizar o risco e dificultar essa modalidade de arrombamento, é indicado que seja investido em fechaduras de eletroímã de 300 kg, que têm resistência bem maior e podem ser instaladas em ambos os portões que formam a clausura de pedestres.

Portanto, fica a dica para que os condomínios com portaria remota invistam, pelo menos no primeiro portão de acesso a pedestres, na instalação de fechadura eletroímã com resistência de 300 kg. 

Uma recomendação extra: colocar sensoreamento que identifique os atos de forçar a abertura dos portões ou mesmo constate possíveis arrombamentos nestas barreiras físicas.

(*) José Elias de Godoy, oficial da PMESP, especialista de Segurança em Condomínios pela SUAT e autor dos livros “Manual de Segurança em Condomínios’’ e “Técnicas de Segurança em Condomínios”. Maiores informações pelo telefone (11) 2062-6798 ou elias@suat.com.br.