29/09/26 07:34 - Atualizado há 8 dias
"Seguro é bom quando não precisa ser acionado." Essa máxima é tão comum e repetida, especialmente quando falamos de seguros de carro ou saúde.
Afinal, ninguém deseja sofrer um acidente ou enfrentar uma internação, mas todos sabem que sem a proteção o prejuízo pode ser enorme. Mas será que essa lógica vale também para os condomínios?
Recentemente atendemos um síndico que nos procurou após um incidente: um skate elétrico infantil, que estava sendo carregado na tomada, causou um incêndio em uma das unidades do condomínio.
O morador não estava em casa e o fogo se alastrou pelo apartamento até atingir o elevador. Felizmente não houve vítimas, mas os prejuízos materiais e financeiros foram significativos, inclusive para o condomínio.
Pouca gente sabe, mas o seguro condominial é obrigatório por lei (art. 1346 do Código Civil) e vai muito além de uma formalidade ou de um gasto recorrente: ele é uma rede de proteção coletiva que garante tranquilidade e preserva o patrimônio de todos.
Mais do que torcer para nunca precisar usar, síndicos e moradores devem enxergar o seguro como um investimento em segurança e responsabilidade compartilhada.
Assim como o seguro de carro evita prejuízos em colisões e o de saúde garante amparo em emergências médicas, o seguro condominial é essencial para a saúde financeira e estrutural de um prédio, protegendo moradores e síndicos em situações inesperadas.
Quando ocorre um sinistro, o síndico muitas vezes não tem experiência prévia para lidar com a burocracia e os trâmites junto à seguradora.
É aí que a administradora faz diferença: ela orienta sobre prazos, documentos necessários e acompanha todo o processo de regulação, garantindo que o condomínio receba a indenização de forma ágil e correta. Essa atuação reduz o estresse do síndico e evita erros que poderiam comprometer o ressarcimento.
Outro ponto crucial é a análise da apólice. Muitos condomínios acabam contratando seguros com coberturas duplicadas ou pouco relevantes para sua realidade.
Uma administradora especializada ajuda a revisar cláusulas e identificar o que realmente faz sentido para aquele prédio, evitando gastos desnecessários e direcionando o investimento para proteções que de fato importam.
É importante também que síndicos e moradores entendam os limites da cobertura.
Em geral, o seguro condominial cobre danos em áreas comuns como elevadores, garagem, salão de festas e fachada. Já acidentes ocorridos dentro das unidades podem não estar incluídos, dependendo da apólice.
Por isso, a comunicação clara é fundamental: todos precisam saber o que está protegido e o que não está, para evitar surpresas desagradáveis.
Mais do que cumprir uma exigência legal, contratar e compreender o seguro condominial é assumir a responsabilidade de proteger vidas e patrimônios coletivos. Afinal, quando o inesperado acontece, não está em jogo apenas um carro ou uma conta hospitalar. É a segurança de toda uma comunidade.
(*) Matheus Thomaz é diretor comercial do WorkOffice, grupo iniciado pela PRG Software, uma empresa que desenvolve tecnologia para administradoras de condomínios e imobiliárias desde 1993. Formado em engenharia, atualmente é conselheiro diretor da Associação dos Engenheiros de Santos e Diretor oficial de Intercâmbio no Rotary Clube de Santos.