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Convivência

"Hora de chamar o síndico"

Conheça a história da música 'W/Brasil', sucesso de Jorge Ben Jor

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022
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Semana do Síndico: A história da música W/Brasil

No dia 30 de novembro, foi comemorado o Dia do Síndico no Brasil. Confira a origem da data que homenageia todos os profissionais brasileiros, além da história da música W Brasil, de Jorge Ben Jor. Essa é para “chamar o Síndico!”.

A origem do Dia do Síndico

A data foi criada oficialmente em 1984, pelo então governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, como uma forma de homenagear o profissional responsável por representar centenas de moradores em um edifício ou condomínio.

Ficam sob a responsabilidade do Síndico todas as obrigações legais do condomínio: encargos trabalhistas, relacionamento com os colaboradores, manutenção de áreas comuns, equipamentos e ainda todas as funções determinadas pela convenção do condomínio. 

O Síndico deve ainda garantir que todos os envolvidos com o espaço cumpram com seus deveres, práticas de boa convivência e ainda tenham seus próprios direitos respeitados e, por isso, o seu papel é tão importante.

Tim Maia ficou conhecido como Síndico no Brasil inteiro

Tão importante que até a música popular brasileira ganhou um Síndico para chamar de seu! Sim! O cantor, compositor, instrumentista e produtor musical carioca Tim Maia ficou conhecido no Brasil inteiro como Síndico.

Você sabe a história desse apelido dado por seu amigo, o também cantor, compositor e instrumentista carioca, Jorge Ben Jor?

Jorge e Tim eram amigos desde os tempos em que – ainda desconhecidos do grande público – frequentavam o famoso Bar do Divino, na Tijuca, ponto de encontro de outros grandes nomes da nossa música como Erasmo e Roberto Carlos, nos anos 60.

Tim Maia e Jorge Ben Jor tinham o mesmo apelido: Babulina

Mesmo antes de se conhecerem, Tim Maia e Jorge Ben Jor tinham o mesmo apelido: Babulina. Era uma época em que o rockabilly estava em alta, e ambos tocavam e cantavam a famosa canção de Ronnie Self, Bop-a-Lena, com um inglês arranhado que fazia com que parecesse que estava pronunciando “Babulina”.

Não demorou muito para os dois Babulinas se tornarem grandes amigos!

A história de W/Brasil, de Jorge Ben Jor

“Alô, alô, W/ Brasil!”

Anos depois, já no início da década de 90, Jorge Ben Jor – já muito famoso – foi convidado para fazer um show na festa de fim de ano da também famosa agência de publicidade de Washington Olivetto, a W/Brasil.

Segundo contou o publicitário em entrevistas, durante o show, Jorge improvisava uma brincadeira com os funcionários da agência, repetindo os versos: “Alô, alô, W/ Brasil!” e chamando-os em coro para cantar com ele!

Pois bem, depois de cantar por horas, já na madrugada, Jorge Ben Jor sentou-se para jantar com Olivetto e os dois começaram a falar sobre a situação política do Brasil, na época governado por Fernando Collor de Mello, presidente que sofreu processo de impeachment em 1992, renunciando ao cargo em 29 de dezembro deste mesmo ano, horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade.

Se o Brasil fosse um prédio, o síndico poderia ser Tim Maia

O publicitário falou para o artista, em tom de brincadeira, que o país estava vivendo um momento tão louco, tão doidão, que – se o Brasil fosse um prédio – o síndico poderia ser Tim Maia.

Ao que Jorge Ben Jor respondeu que: pasme, mas Tim já quis ser síndico do prédio em que morava na Barra. Certa vez, Jorge foi visitá-lo e ele reclamou que tinha sempre uma escada no meio do caminho, que tinha que tirar aquela escada dali, e que – se ele fosse síndico – o prédio estaria mais organizado!

Depois de um tempo dessa conversa, Washington Olivetto encontrou o produtor musical Pena Schmidt, que falou que estava produzindo uma faixa do Jorge Ben Jor chamada W/Brasil (Chama o Síndico), que era um grande hit e ia estourar no Brasil inteiro. E que Olivetto precisava escutar!

W/Brasil (Chama o Síndico): As referências com o contexto que o Brasil estava

Não deu outra: a canção, que Jorge Ben Jor compôs baseada naquela conversa que os dois tiveram após o show na festa da W/Brasil, virou hit nacional e sucesso nas pistas de dança de todo o Brasil, antes mesmo de ser lançada, em 1991, em seu disco Jorge Ben Jor Ao Vivo no Rio, e continua um hit icônico até os dias atuais.

W/Brasil (Chama o Síndico), já tinha o refrão – composto de improviso ali naquela festa – já tinha o Síndico, Tim Maia, pedindo para tirar a escada dali, e foi ganhando outras referências relacionadas à realidade política do país na época, como por exemplo:

  • A comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, onde os “operários” do tráfico  – os aviões ou aviõezinhos, como são chamados os garotos que levam droga – devem tomar cuidado com o “disco voador”, que são “os homens”, como diz Jorge Ben Jor: “a polícia” chegando. Mas “avião” também é como são conhecidos os roadies ou ajudantes de palco, como contou o artista em entrevista ao Roda Viva.
  • “Fernando, O Belo”, é Fernando Collor de Mello, comparando-o a Dom Fernando I de Portugal, conhecido pela beleza, imoralidade e vaidade. 
  • A Feira de Acari, na zona norte do Rio, é conhecida por seus produtos de preço baixo, sendo alguns originados de furtos, roubos ou assaltos.
  • “Cabral 1”, que “descobriu a filial”, é Pedro Álvares Cabral, que “descobriu” (invadiu!) o Brasil, tornando-o uma “filial” de Portugal.
  • “Cabral 2”, que “tentou e se deu mal” é o Ministro da Justiça do governo Collor, que – na época – tinha recém renunciado ao cargo, devido a um escândalo, por manter um caso extraconjugal com a então Ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello.
  • Em “Lá da rampa mandaram avisar, que todo dinheiro será devolvido quando setembro chegar”, Jorge Ben Jor refere-se ao confisco das poupanças do plano do governo Collor, em março de 1990, executado justamente por Zélia. Setembro de 1991 era o prazo prometido para a devolução corrigida dos ativos confiscados, o que não aconteceu. A rampa em questão é a rampa do Planalto.
  • A “Tia Léia” era Léa Gadelha Millon, empresária de grandes cantores da MPB, incluindo Jorge Ben Jor, que costumava viajar muito de helicóptero para Búzios.

https://novabrasilfm.com.br/notas-musicais/curiosidades/dia-do-sindico-a-historia-da-musica-w-brasil/

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