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Em São Paulo, edifícios terceirizam portarias e adotam métodos de segurança que alteram completamente a rotina de moradores Porteiros são proibidos de sair de guarita para ajudar morador; condôminos aceitam até ter o carro revistado para evitar assaltos Dentro de uma guarita blindada e com vidros fumê, seguranças treinados, vigiados por câmeras ligadas a uma central de monitoramento, estão gradativamente substituindo os porteiros. A figura a quem se recorria para o pedido de pequenas tarefas, como consertar um chuveiro, ou com quem o morador conversava horas sobre futebol, está desaparecendo.
Fora o alto preço do serviço especializado, os próprios condôminos optaram por abrir mão da privacidade. Chegar em casa deixou de ser tarefa simples. Há casos em que o porta-malas e o banco traseiro dos veículos dos moradores e de visitantes são vistoriados antes de entrar na garagem. Se for a pé, o morador corre o risco de ter de se identificar todas as vezes que for à padaria, por exemplo. Isso significa mostrar carteira de identidade, informar uma senha de acesso, decorar o código de acionamento do elevador, sem falar nas diversas câmeras instaladas nos corredores e áreas comuns.
Gebara, no entanto, não identifica o condomínio. "Eles não me autorizam dar informações para que os bandidos não saibam que estão prevenidos e desenvolvam outras técnicas." Fonte: Folha de S. Paulo
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