A energia elétrica, assim como a água, é uma das maiores contas do condomínio. Seu uso indiscriminado, além de fazer mal à natureza, também agride o bolso.  Então, por que não limitar seu consumo ao estritamente necessário?

Descubra aqui se você sabe tudo sobre o uso correto e consciente no seu condomínio e, assim, ajude o local a ter um consumo racional de energia.

  • Lâmpadas fluorescentes são a melhor opção para o condomínio?
    (Em parte)
    Atualmente, esse é o tipo de lâmpada mais usada, por apresentar consumo inferior  às lâmpadas incandescentes. Porém, lâmpadas  do tipo LED (diodo emissor de luz) gastam ainda menos energia que as fluorescentes. Seu alto preço, porém, ainda mantém esse tipo de equipamento inacessível à maioria dos condomínios
     
  • Sensores de presença sempre geram economia
    (Em parte)
    Os sensores de presença permitem que a luz só seja acesa no momento em que o sensor detectar movimento. Esse tipo de equipamento, porém , reduz significativamente a vida útil de lâmpadas fluorescentes – que não agüentam o “liga-e-desliga” dos sensores de movimento. Caso o emissor de luz seja um LED, o dano será menor, mas o material também não foi feito para esse fim.
    Sensores de presença com lâmpadas fluorescentes são uma boa opção para ambientes onde  há bem pouco ou muito movimento – dessa maneira, o desgaste do material será menor.
     
  • Sensores de presença são mais econômicos que as minuterias
    (Em parte)
    Sensores de presença costumam ser mais eficazes. Entretanto, se o sistema de minuteria for bem dimensionado de acordo com o porte do condomínio e com o fluxo de pessoas nos locais em que for instalado, é um recurso que também pode ser eficiente.

    Veja como funcionam os dois sistemas:
    As minuterias mantém a iluminação durante um período determinado. Existem dois tipos:
    - Sistema coletivo – Permite ligar as lâmpadas de alguns andares ou todos ao mesmo tempo
    - Sistema individual – Liga individualmente as lâmpadas de cada andar

    Sensores de Presença acionam a iluminação conforme detecta a presença de alguém. Tipos:
    - Infravermelho – Sensível ao calor humano
    - Ultra-som – Emite ondas que são rebatidas de volta ao receptor do sensor que aciona a - iluminação
    - Dual – Combinação do Infravermelho e do Ultra-Som
     
  • Elevadores modernos gastam menos energia
    (Verdade)
     Os modelos atuais foram pensados para consumir menos energia. Estude a possibilidade de moderniza-los com um “Comando por Inversor de Freqüência”. Dessa maneira, somente a corrente elétrica necessária será mandada para o motor do elevador, gerando uma economia de cerca de 40% em relação aos elevadores com comando de relês. Com essa modernização também diminui-se o fator de potência do condomínio, que pode encarecer a conta em até 17%.

    Mas, atenção! Uma modernização tecnológica costuma ser cara e só trará economia caso o equipamento esteja realmente defasado tecnológicamente.

    Os elevadores também podem ser utilizados economicamente se o condomínio estiver atento manutenção periódica, como lubrificação, tensão das correias, alinhamento do motor, etc;

    Existem meios de programar os elevadores para operar por proximidade. Ao acionar o botão, o elevador que está no andar mais próximo do usuário é acionado.

    Conheça o serviço de consultoria em elevadores do SíndicoNet 
     
  • Economia de água gera economia de energia elétrica
    (Verdade)
    Como é necessária uma bomba para fazer subir a água para os apartamentos, um menor consumo de água se traduz em menos trabalho para a bomba, e conseqüente menos gasto de energia.

    Checar possíveis vazamentos também é uma boa alternativa para economizar água e energia.
    Nesse ponto, as unidades autônomas também devem devem fazer sua parte. Os problemas mais comuns acontecem nas descargas dos vasos sanitários. Clique aqui para conhecer testes simples.
     
  • Utilizar muitos equipamentos de segurança acarreta em grande consumo energético
    (Mito)
    Esse tipo de equipamento tem impacto muito pequeno na conta de luz do condomínio e são de extrema importância para a segurança de todos.
     
  • Pintar áreas comuns de cores bem claras ajuda a gastar menos energia
    (Em parte)
    É possível que, ao pintar um ambiente, esse fique mais claro e não necessite de iluminação artificial durante o dia, por exemplo.
     
  • Desligar um elevador durante a madrugada ajuda a economizar energia
    (Verdade)
    Como a circulação de pessoas durante esse horário é menor, deixar um equipamento desligado ajuda, sim, a economizar recursos. Estando desligado, a luz da cabine também não é acionada, colaborando assim para o uso racional da energia elétrica
     
  • Chamar o elevador mais de uma vez seguidamente faz aumentar o consumo de energia.
    (Mito)
    Uma vez que o botão foi acionado, não se gasta mais energia. Porém, se há mais de um elevador no prédio e o morador, apressado, aperta todos os botões, aí sim, há gasto. Para evitar essa situação, o indicado é o “comando duplex”, que envia apenas um elevador para cada chamada.
     
  • Segurar a porta do elevador por alguns minutos sem necessidade faz aumentar o consumo de energia
    (Mito)
    Manter a porta do elevador aberta dessa maneira não se traduz em maior gasto de energia
     
  • A iluminação interna do elevador é um grande foco de gasto
    (Verdade)
    Em prédios residenciais, a iluminação da cabine é uma das principais origens de gasto energético.  Em condomínios desse tipo, o elevador é usado em média, 200 vezes – ao passo que as lâmpadas ficam acesas todos os dias, ininterruptamente. Para um uso racional da energia, pode-se instalar lâmpadas econômicas, como as fluorescentes ou de LED.
     
  • Remanejar a iluminação de garagem pode trazer economia?
    (Verdade)
    Procure iluminar as áreas de circulação de veículos na garagem e não os boxes. Se possível, alternar as luminárias com uma acessa outra não, e assim por diante, também traz economia.

 

Fontes consultadas:Conteúdo SíndcoNet;  Marcio Bagnato, Habitacional, José Roberto Iampolsky, Paris Condomínios, Gabriel de Souza, Prop Starter; Gabriela Tishinberg, Itambé; Manual uso racional energia, Secovi-SP; Fernando Bacelar, coordenador de usos finais de energia da AES Eletropaulo; Boris Risnic, engenheiro e consltor em elevadores


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