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Segurança

Boatos e segurança

Técnicos de TV e telefonia procuram polícia devido a boatos na internet

Publicado em: sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Após boatos de assaltos, técnicos de TV e internet procuram a polícia no ES

Trabalhadores tiveram as imagens compartilhadas em aplicativo de celular
 
Em apenas um dia, dois técnicos de instalação de TV e internet ganharam fama nas redes sociais. Os dois foram vítimas de boato e tiveram as imagens compartilhadas por centenas de usuários de um aplicativo de mensagens. Junto com as fotos dos dois, um texto acusava as vítimas de promoverem assaltos e furtos em residências e condomínios na Grande Vitória.
 
A falsa denúncia foi publicada na sexta-feira (14), quando André Pereira da Silva, 30 anos, e o amigo, Maykon Jonne Souza Pires, 29, foram até um condomínio localizado na Praia da Costa, Vila Velha, para agendar um serviço de manutenção.
 
Segundo a polícia, tanto a pessoa que divulgou a foto quanto as outras que compartilharam podem responder judicialmente pelo crime de calúnia.
 
Como a empresa onde eles trabalham e nem a operadora de TV informaram ao condomínio a visita dos dois, os funcionários acabaram sendo confundidos pelos moradores.
 
“Ainda não se sabe quem tirou foto dos dois e divulgou no whatsapp. A princípio, a intenção era obter informações sobre eles, se alguém os conhecia e se as vítimas eram realmente quem diziam ser. Porém, isso tomou uma dimensão muito grande”, explicou a delegada Larissa Lacerda, titular da Delegacia de
Repressão a Crimes Eletrônicos (DRCE).
 

Viralizou

 
A imagem, em menos de um dia, viralizou. “Fomos até o local fazer o que sempre fazemos e o que é da nossa rotina. Depois veio a surpresa de ver nossa imagem rodando como bandidos procurados”, lamentou Maykon.
 
No sábado (15), Maykon recebeu a imagem pelo celular, enviada por um amigo. No início, pensou que fosse uma brincadeira. “Estava na minha casa, quando um amigo meu me mandou uma mensagem, brincando, perguntando se eu tinha virado ladrão. Mas daí, li o que dizia a legenda e vi que o negócio era muito sério”, lembrou.
 
Maykon e André procuraram a polícia e foram orientados a registrar ocorrência na DRCE. Nesta segunda-feira (17), os dois foram até a delegacia. Com o boletim em mãos, André e Maykon  retornaram ao condomínio.
 
No local, os dois técnicos procuraram pelo administrador do condomínio, que pediu aos dois para aguardarem ele descer. A espera durou cerca de 20 minutos, segundo as vítimas. Nesse tempo, eles foram abordados pela Polícia Militar.
 
Os trabalhadores mostraram o boletim de ocorrência e esclareceram que tudo não passava de um sério engano.
 
 
 
“Somos trabalhadores e estamos sendo tratados como bandidos”, disse, indignado com a falsa acusação, o instalador de TV Maykon Jonne Souza Pires, de 29 anos.
 
Ele disse que ninguém do condomínio os  procurou. “É triste isso. Ninguém chegou e nos perguntou nada. Simplesmente disseram por aí que somos criminosos”, disse.
 

Polícia

 
A delegada Larissa Lacerda, titular da Delegacia de Repressão a Crimes Eletrônicos (DRCE), disse que o simples ato de enviar uma foto acusando alguém sem provas, é crime.
 
Tanto a pessoa que divulgou a foto quanto as outras que compartilharam podem responder judicialmente pelo crime de calúnia. No caso dos dois técnicos de instalação, a polícia está investigando de onde vieram os rumores.
 
“Eles foram prestar um serviço no edifício e os responsáveis pelo local suspeitaram deles, por causa das informações recentes de cometimento de crimes em prédios. Após levantar essa suspeita, iniciou-se uma divulgação do caso que tomou uma proporção que eles não poderiam prever. Eles procuraram a delegacia temerosos pelo que poderia acontecer”, destacou Larissa.
 
A delegada chamou a atenção ainda para o perigo por trás dessa história. “Isso poderia ter gerado consequências muito graves para os dois. A vida deles estava em exposta. Alguém poderia reconhecê-los na rua e fazer justiça com as próprias mãos” ressaltou.
 
A pena prevista para esse tipo de caso pode ser de 6 meses a dois anos de reclusão.

Fonte: http://g1.globo.com/

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