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Você tem orgulho de ser síndico?

Campanha SíndicoNet em homenagem ao Dia do Síndico recebe o título "Tenho Orgulho de Ser Síndico" e traz depoimentos de síndicos que, apesar de todos os percalços, não escondem a satisfação de ocupar o cargo

24/11/23 06:00 - Atualizado há 4 meses
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Homem branco, vestindo roupa social, está de braços cruzados e sorrindo
Em 2023, SíndicoNet promove a campanha "Orgulho de Ser Síndico", contando algumas histórias e opiniões relacionadas ao cargo de seis grandes síndicos
iStock

Para celebrarmos o Dia do Síndico em 2023 com a campanha "Tenho Orgulho de Ser Síndico", conversamos com síndicos moradores e profissionais, de longa estrada e também quem chegou há pouco tempo, mas já tem feito história. E percebemos que eles têm muita coisa em comum entre si e, por que não, com você? Provavelmente. 

A maioria entrou para a vida de síndico após ver o condomínio onde moravam se perdendo com gestões despreparadas e desastrosas. É o estigma do síndico ladrão, mandão, idoso aposentado desocupado, 'despreparado em busca de renda fácil', ainda rondando sobre a figura do gestor. 

Esses síndicos gostaram da coisa e cresceram. Quem os dispensou lá atrás, hoje implora para eles voltarem. Até quando eles querem passar o bastão são impedidos, "por favor, fique", e assim vão permanecendo no cargo por dez anos para mais. 

Isso é reflexo de más gestões anteriores, porque hoje em dia, as pessoas conseguem enxergar a importância de uma boa gestão, que é capaz de valorizar o patrimônio. Em contrapartida, o nível de exigência dos condôminos aumentou, obrigando cada vez mais a profissionalização dos síndicos. 

Eles também têm a mesma grande dificuldade (relações humanas) e o mesmo desejo (maior participação dos moradores).

Seja qual for a fase em que esses profissionais se encontram na carreira, todos são ávidos por conhecimento e treinados para um olhar coletivo, de modo que a maior satisfação deles é a aprovação e felicidade dos moradores. 

Dito tudo isso, percebem o quanto todo o esforço do síndico está dedicado a vocês, moradores? 

Confira os depoimentos dos síndicos Catarina AnderáosRose Brandão, Taula Armentano, Marcela Volpato, Karilene Gonçalves e Nilton Savieto, que abriram seu coração para comemorar o Dia do Síndico deste ano e deixar um recadinho para o futuro. 

Catarina Anderáos (síndica moradora e editora-chefe do SíndicoNet)

“Caty”

"Ao contrário de dizer que sou jornalista, que dá muito orgulho e as pessoas acham o máximo e glamuroso, já tive muita vergonha de dizer que sou síndica.

Muita gente tirava sarro porque o cargo era muito descredibilizado, fora os olhares carregados de julgamentos, como 'nossa, essa mulher deve ser muito chata', 'certeza que ela mete a mão na grana do prédio', dos quais morria de medo de ameaçar a minha reputação.

Sei que não deveríamos nos importar tanto com a opinião alheia, mas no fundo, todo mundo busca aprovação e admiração. 

Para eu deixar de ser 'síndica enrustida' e admitir meu orgulho para o mundo, demorou um bom tempo e foi por causa de duas pessoas.

Uma colega com quem trabalhei virou síndica para salvar o condomínio onde morava, que estava indo pro buraco, liderando uma verdadeira transformação. Sua postura, o orgulho que ela sentia, dedicação, empenho e comprometimento me fez enxergar o cargo não mais como um peso ou fardo, mas como motivo para me orgulhar também! 

A segunda pessoa que mudou a minha visão sobre ser síndica foi um colega de um curso que me falava o seguinte: 'Catarina, é um privilégio ocupar um cargo que te possibilita abençoar centenas de pessoas, de promover o bem e mais qualidade de vida para uma comunidade'.

Essas duas pessoas me fizeram enxergar que ser síndica era uma oportunidade de ser uma agente de transformação, de fazer a diferença no lugar onde moro, para aquela comunidade, para valorizar o patrimônio de todos.

Os dois me ajudaram a passar a encarar com mais leveza e alegria e também a influenciar pessoas do meu convívio a ter um novo olhar para a função, a desconstruir a péssima imagem que o síndico carrega para algo muito mais positivo".

Rose Brandão (síndica profissional)

“rose”

"Há 24 anos, em paralelo à ocupação como síndica do meu condomínio, eu era executiva numa empresa da indústria automotiva. Tive vergonha no começo da minha carreira de gestora de condomínios, pois ninguém considerava como profissão.

Hoje sinto muito orgulho, não sei te explicar...é uma coisa que vem de dentro da gente. É sentir aquele prazer de ver que você melhorou o condomínio em vários aspectos, valorizando o patrimônio das pessoas. E mais: isso está no olhar dos moradores que sempre acharam que nada ia dar certo.

Você acorda de manhã e quer desistir diante de tanta crítica e reclamação rolando no WhatsApp da vida, mas aí conquista esse resultado e pensa 'eu consigo, vale a pena'. A satisfação é pessoal, 'eu sou capaz!'. 

Mas reforço que a vontade de desistir é só daquele condomínio que está dando trabalho, porque na minha opinião, ser síndica é um dom. Vamos amadurecendo, criando uma casca de proteção por conta dessas experiências e tiramos uma força do fundo da gente.

Apesar disso, vejo muitos colegas que ficam depressivos, se enfurnam dentro de casa por três dias, choram, não dormem, enfim, a decepção está na cara deles. Também costumo ficar assim, mas logo levanto a cabeça e monto minha estratégia para reverter essa história.

Enfim, o lado mais complicado de ser síndico é lidar com pessoas e o que melhoraria muito nossa vida seria o maior envolvimento dos moradores com a gestão e o condomínio. As pessoas ainda enxergam um 'cargo de problemas', mas muitos nem sabem que síndico é uma profissão e quando a gente explica, confundem muito com a administradora."

Taula Armentano (síndica profissional)

“taula”

"O orgulho da minha carreira é muito maior do que a vergonha que, às vezes, sinto pela categoria. Aquela fama horrível do síndico parece se confirmar com as notícias de gestores corruptos que vejo por aí, então, mais do que vergonha, isso me deixa triste, porque sei que nem todo mundo é assim.

Para fugir desse estigma e mostrar que a gestão condominial pode ser qualificada e correta, comecei a trazer várias ferramentas e adotar boas práticas de grandes empresas. Hoje sinto que tenho o respeito do nosso mercado, sou referência e inspiração para muitas pessoas que querem fazer o certo.

Assim, o que me mantém como síndica hoje é porque tenho muito orgulho da minha trajetória, pois até nesses lugares em que fui perseguida ou tentaram me fazer mal, sentem saudades e me pedem para voltar.

Além de abraçar a responsabilidade de gerir um condomínio, tenho o compromisso com a construção de um espaço onde cada morador se sinta não apenas seguro, mas acolhido e parte ativa de uma comunidade unida. Ser síndica profissional como eu é ser a arquiteta de um ambiente que reflete o melhor de todos nós."

Marcela Volpato (síndica profissional)

“marcela”

"Nunca tive vergonha de ser síndica, porque sinto que vim de uma geração que tem a missão de limpar essa imagem ruim do gestor e está conseguindo virar a chave. Foi por isso que, há quatro anos, me tornei síndica, justamente para salvar o condomínio onde moro de uma situação deprimente. 

Sempre digo que cuidar do operacional do condomínio é a parte relativamente fácil da gestão, porque é só seguir cartilhas, protocolos, e pronto. Mas a grande dificuldade do síndico são as relações humanas e, por acreditar tanto nisso, me entristece muito ver um condomínio rachado.

Quando assumo um que esteja passando por essa desarmonia e consigo fazer com que todo trabalhem juntos pelo prédio, aí eu digo que essa missão está cumprida.

Por isso que nós não podemos ser só mais um síndico. Para ser um alguém que faça o diferencial por onde passar, é preciso ter algo dentro de você algo que fale mais alto. Se for entrar nessa para ganhar dinheiro ou porque é o 'novo uber' do momento, estará cometendo o grande erro da vida. 

Agora, se carrega isso dentro do seu DNA, e quando a gente tem, nós sabemos disso, com certeza será um bom síndico. Por mais que seja difícil e você pense em desistir, quem for picado pela sindicatura, tem que seguir sempre em frente."

Karilene Gonçalves (síndica moradora e veterinária)

“karilene”

"Tenho muito orgulho de ser síndica do meu condomínio, porque os moradores são muito gratos pelas melhorias que fizemos, até porque, sucedi uma gestão com a qual estavam totalmente insatisfeitos. São mudanças que a gente causa diretamente na vida deles.

Recebo recados de carinho dos moradores nos grupos de Whatsapp ou cruzando com eles pelos corredores, daí vejo o quanto confiam em mim. Não tem nada que pague essas formas de retribuição pelo nosso trabalho, esse é o gás que me deixa mais feliz e olho para trás para dizer que valeu a pena.

Sou grata também pelos conhecimentos que adquiri e jamais esperava ter, como a exercitar minha paciência e ter um olhar para o coletivo. Isso quem me trouxe foi o condomínio. 

Em tudo o que faço, penso no gosto do morador, o que ele procura, como beneficiá-lo, pois queremos que ele tenha prazer de morar no condomínio. É sobre agradar seu dia a dia, ou seja, vai além do que a gestão é obrigada a fazer. 

Aqui, o gostoso é que a grande maioria participa, consigo trazer os moradores para junto da gestão, o que é bem difícil. Na minha visão, as pessoas têm que mudar essa ideia de que síndico é um 'cargo chato, dá muito trabalho, só tem B.O. para resolver', e não é bem assim, é nossa moradia. Todos nós queremos um país melhor, e para isso, temos que começar dentro de casa. Jogamos muito a responsabilidade para o outro fazer."

Nilton Savieto (síndico profissional)

“Nilton”

"Comecei como síndico há mais ou menos 35 anos, após ter me aposentado numa multinacional. Primeiro comandando o condomínio onde moro, depois a convite de uma construtora de um prédio comercial. Naquele tempo, nem existia a profissão de síndico profissional. 

Sigo à frente do meu prédio até hoje e esse ano disse que não ficaria mais, pois já estava lá há muito tempo, mas pediram para eu ficar mesmo no meio de uma crise tremenda de quatro dias sem energia elétrica. Lógico que, ao longo da minha carreira, passei por altos e baixos, crises, mas nunca senti vergonha, decepção, frustação ou arrependimento. 

Adoro ser síndico e vai ser assim pelos próximos dez anos. Não sei como eu me sentiria se parasse de uma hora para outra, levantar de manhã e buscar o que fazer, olhar no celular ou e-mail e não ter nenhum problema para resolver."

Agora que você conheceu um pouco mais sobre a trajetória e opinião de grandes gestores do mercado condominial quanto ao orgulho de ser síndico, baixe esse cartaz exclusivo para reforçar que quem ocupa esse cargo precisa da contribuição dos moradores para que, de fato, todos saiam ganhando.

Fontes consultadas: Catarina Anderáos (síndica e editora-chefe do SíndicoNet), Rose Brandão (síndica profissional), Taula Armentano (síndica profissional e advogada). Marcela Volpato (síndica profissional) e Nilton Savieto (síndico profissional).

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