Homofobia em condomínio
RS: Homem é preso após perseguir e agredir síndico de condomínio
Um homem de 49 anos, preso preventivamente em 9 de setembro, foi indiciado por homofobia, injúria homofóbica, perseguição e vias de fato contra o síndico do condomínio onde mora, na região central de Porto Alegre. A vítima é um professor de 42 anos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
O caso marca um precedente na Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) de Porto Alegre. Desde a criação do órgão, em 2021, esta é a primeira prisão preventiva por homofobia registrada pela unidade.
O inquérito foi remetido ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) na sexta-feira (18/9). O órgão tem cinco dias para denunciar o suspeito, solicitar novas diligências ou arquivar o caso.
O delegado Vinícius Nahan, titular da DPCI, explicou a base probatória que sustentou o indiciamento. Segundo ele, a investigação analisou imagens, áudios e mensagens, além de informações apresentadas pela vítima e confirmadas por testemunhas.
Histórico de conflitos no condomínio
Os conflitos tiveram início em fevereiro de 2025, quando o investigado passou a residir no condomínio. O inquérito foi aberto em junho do mesmo ano.
Na condição de síndico, a vítima passou a cobrar a regularização de obras realizadas sem autorização, além de exigir documentos técnicos e cronograma das intervenções.
O investigado também descumpria regras condominiais relacionadas ao uso do telhado e a som em volume elevado durante a madrugada. A partir dessas cobranças, as hostilidades se intensificaram, segundo o inquérito.
Em um dos episódios descritos na investigação, o suspeito teria agarrado e empurrado o síndico contra o batente de uma porta, causando lesão em um dos braços.
O homem também teria feito comentários de cunho sexual e homofóbico, insinuando que a vítima estaria contrariada por ele não ser homossexual e sugerindo falsamente uma tentativa de assédio.
Três moradores do condomínio prestaram depoimento à polícia, além da própria vítima. Os relatos indicam que, em diferentes ocasiões, o investigado utilizou ofensas homofóbicas contra o síndico e o perseguiu pelas escadas e áreas comuns do prédio.
Antecedentes criminais do suspeito
O investigado possui antecedentes criminais. Ele cumpriu 15 anos de reclusão por latrocínio tentado, roubo majorado, tentativa de roubo majorado e tráfico de drogas, sendo solto em 2024.
Seus antecedentes incluem ainda registros por tentativa de roubo majorado, posse de drogas, ameaça, injúria, desacato, dano qualificado, desobediência e lesão corporal.
Este último delito foi registrado inclusive em desfavor do professor que é vítima no atual inquérito.
Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)