Queda de prédio
RS: Prédio desaba durante ventania de 89 km/h em Pelotas
Um prédio desabou na madrugada desta segunda-feira (21) na Rua Marcílio Dias, na região central de Pelotas, no sul do Rio Grande do Sul, durante a forte ventania que atingiu o estado. Não houve registro de feridos, segundo as informações divulgadas.
O imóvel estava desocupado no momento do desabamento. No local, funcionou anteriormente uma loja de departamentos. Em Pelotas, os ventos chegaram a 89 km/h por volta da 1h.
Parte da estrutura atingiu um imóvel vizinho e danificou o telhado da residência. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram acionadas para isolar a área e realizar a vistoria da estrutura.
Ventania causa estragos no estado
Pelotas não foi a única cidade atingida pela instabilidade. Pelo menos 20 municípios do Rio Grande do Sul registraram rajadas superiores a 80 km/h durante a madrugada.
As maiores velocidades foram registradas em São Jerônimo, com 115,8 km/h; Rio Grande, com 113,7 km/h; e Cerrito, com 104,1 km/h.
Na Região Metropolitana de Porto Alegre, também foram registrados estragos em cidades como Novo Hamburgo, Canoas e Eldorado do Sul. Na BR-116, a queda de postes de energia provocou bloqueios na pista.
Alerta vermelho para tempestades
A Defesa Civil estadual emitiu alerta vermelho para tempestades e rajadas de vento superiores a 90 km/h. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também mantinha aviso de grande perigo para o Rio Grande do Sul, com previsão de chuva intensa e ventos superiores a 100 km/h.
O episódio reforça a importância de manter estruturas, fachadas, telhados e demais áreas externas de prédios e condomínios em condições adequadas de conservação, especialmente diante de previsões de temporais e ventos fortes.
Como preparar prédios e condomínios para reduzir riscos durante temporais com ventos fortes?*
✅ Checklist prático de preparação
1. Fachada, janelas e itens soltos
Verifique pastilhas, placas, esquadrias, vidros, grades, antenas, toldos, vasos, ferramentas e objetos em varandas. Em vendavais, qualquer peça solta pode virar um risco. Oriente os moradores a retirar vasos e móveis leves das sacadas.
2. Telhados, calhas e drenagem
Limpe calhas, ralos, grelhas e caixas de drenagem. Entupimentos podem causar infiltrações, alagamentos em garagens e sobrecarga em lajes. Tenha atenção especial a subsolos, barrilete e poço do elevador.
3. Árvores e áreas externas
Faça uma vistoria nas árvores internas e do entorno. Galhos secos, inclinação, raízes expostas e sinais de cupins podem indicar riscos. Para árvores localizadas na calçada ou em via pública, acione a prefeitura e guarde os protocolos.
4. Para-raios, elétrica e bombas
Revise o SPDA (para-raios) conforme as normas técnicas, além de quadro elétrico, gerador, bombas de drenagem e iluminação de emergência. Sempre que possível, faça os testes antes do período de maior risco.
5. Plano de contingência
📌 Defina previamente quem deve acionar a manutenção, portaria, síndico, administradora, seguradora e serviços de emergência.
Durante um alerta de temporal, isole áreas abertas, garagens sujeitas a alagamentos e locais próximos a árvores ou muros.
⚠️ Sugestão de ação: faça uma vistoria preventiva com checklist e registre fotos, atas, laudos e ordens de serviço. Se forem necessárias podas, revisão elétrica, manutenção de telhado, impermeabilização ou serviços de engenharia, contrate profissionais qualificados e mantenha toda a documentação organizada.
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Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)