Agressão em condomínio
PI: Jovem denuncia agressão com arma em condomínio
Uma discussão iniciada por causa do volume do som terminou em agressão e virou caso de polícia em um condomínio na Zona Leste de Teresina. Uma jovem de 18 anos afirma ter sido atingida na testa por um morador de 43 anos com um objeto semelhante a uma arma de fogo. O caso é investigado pela Polícia Civil do Piauí.
Relato da vítima
Nicole Castro, de 18 anos, denunciou ter sido agredida por Daniel Macêdo, de 43 anos, durante uma discussão em uma área de lazer do condomínio. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (21).
Segundo a jovem, o desentendimento começou no grupo de WhatsApp do condomínio, após Daniel reclamar do volume do som na área comum. Por volta das 22h30 ou 23h, ele teria descido até o local para pedir que o volume fosse reduzido.
Nicole afirmou que o pedido foi atendido e o som foi desligado, mas a discussão continuou pelas mensagens do grupo.
Ainda conforme o relato, um amigo da jovem foi conversar com o morador e questioná-lo. Nesse momento, Daniel teria empurrado o rapaz, fazendo com que outros jovens presentes se levantassem para defendê-lo.
Nicole contou que Daniel deixou o local dizendo que subiria ao apartamento e retornaria. Quando voltou, segundo ela, estaria portando um objeto semelhante a uma arma e teria passado a agredir dois rapazes, um deles menor de idade.
Vídeos da confusão foram compartilhados nas redes sociais. Nas imagens, é possível ver o homem segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo.
A jovem afirmou que pegou o celular para registrar a situação. Ao perceber que estava sendo filmado, Daniel teria tomado o aparelho e o arremessado.
Segundo Nicole, ela então foi em direção ao morador para confrontá-lo. Nesse momento, afirma ter sido atingida na testa, sofrendo um corte com sangramento.
Jovem relata outros episódios
Nicole também relatou comportamentos que considerava invasivos por parte do morador desde que chegou ao condomínio. Segundo ela, Daniel teria feito investidas e comentários que considerava inadequados na área de lazer.
A jovem ressaltou que o som que motivou a discussão não pertencia a ela, mas a outro grupo que participava da confraternização.
Defesa nega uso de arma de fogo
A defesa de Daniel Macêdo contestou a versão apresentada pela jovem. Em nota, os advogados afirmaram que o morador acionou a polícia e permaneceu por horas na portaria.
Segundo a defesa, ao tentar retornar ao apartamento, Daniel teria sido impedido por um grupo de aproximadamente 15 pessoas que participava de uma festa durante a madrugada.
Ainda conforme os advogados, o grupo teria atacado o morador, arremessando garrafas e pedras contra ele e contra o veículo.
A defesa negou que Daniel estivesse portando uma arma de fogo e afirmou que o objeto seria "de brinquedo".
Os advogados também disseram que informações divulgadas de forma incompleta ou distorcida não corresponderiam à realidade dos acontecimentos. Segundo a nota, providências estão sendo adotadas para esclarecer o caso e responsabilizar eventuais envolvidos.
Polícia investiga o caso
O caso foi registrado na Casa da Mulher Brasileira e encaminhado à 25ª Delegacia de Polícia (7ª Seccional), onde é investigado pela Polícia Civil do Piauí.
A ocorrência foi registrada como ameaça, lesão corporal, constrangimento ilegal, posse irregular de arma de fogo e violência doméstica contra a mulher.
As circunstâncias da agressão, a natureza do objeto utilizado e as demais responsabilidades envolvidas ainda são apuradas pelas autoridades.
Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)