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Áreas comuns

Vistoria em edifício que caiu não passou por unidades

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Engenheiro que vistoriou prédio que desabou diz em depoimento que, se não houvesse ocupação, teria interditado

Segundo engenheiro, vistoria em janeiro só foi feita em áreas comuns e, como se tratava de ocupação irregular, não havia responsável por receber auto de interdição.

Em depoimento prestado nesta segunda-feira (7) ao Ministério Público de São Paulo, o engenheiro Silvio Vuoto, que vistoriou no fim de janeiro do ano passado o prédio que desabou no centro da capital paulista, afirmou que o edifício Wilton Paes de Almeida só não foi interditado de imediato porque se tratava de uma ocupação de moradia irregular.

No depoimento, ao qual o Jornal Nacional teve acesso com exclusividade, o engenheiro informou que a "vistoria foi feita apenas nas áreas comuns”. Segundo ele, “os moradores não permitiram a vistoria nos cômodos privados”.

O engenheiro explicou no depoimento que a interdição não foi possível porque, como se tratava de uma ocupação irregular, não havia um responsável para receber o auto de interdição. Vuoto também contou que o prédio estava com as fiações expostas

A vistoria de janeiro foi feita justamente para avaliar as condições de segurança contra incêndio no local. O relatório foi assinado por Vuoto e pelo engenheiro Ormelino Lopes.

Superiores não tiraram dúvidas sobre relatório

Ainda segundo Vuoto, ele nunca foi chamado pelos superiores para tirar dúvidas sobre o relatório. Na avaliação dele, o documento "era suficiente para que todos entendessem a necessidade de interdição do prédio".

O engenheiro Álvaro de Godoy Filho, que fez o relatório sobre a estrutura do prédio, afirmou no depoimento que o relatório que avaliou as condições de segurança contra incêndio nunca chegou até ele. Segundo o engenheiro, se se tivesse visto o documento, a interdição teria acontecido.

Godoy Filho esclareceu, ainda, que "a partir de 600 graus a estrutura de concreto perde a eficiência depois de 20 minutos”. De acordo com ele, segundo informações, “o incêndio durou mais de uma hora e meia, e que isso comprometeu a estrutura que era mista".

Recomendação do MP

Na noite desta terça-feira, o MP estadual enviou uma recomendação para que a vistoria nos prédios deva acontecer nas habitações, e não somente nas áreas comuns. Além disso, para evitar desencontro de informações, o MP recomenda que os relatórios técnicos devem ser enviados a todos os órgãos competentes.

A Prefeitura de São Paulo informou que seguiu a legislação vigente em relação às vistorias realizadas no edifício Wilton Paes de Almeida e que vai analisar as recomendações do MP.

 

Fonte: g1.globo.com

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