Economia de água
SP: Condomínio deve reforçar economia após alerta no Cantareira
O Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, entrou na faixa de alerta nesta quarta-feira (1º/7) após o volume útil de água fechar o mês de junho abaixo de 40%. Com a mudança de classificação, a Sabesp passou a ter autorização para captar apenas 27 metros cúbicos de água por segundo das represas do sistema.
O governo do estado reforça o pedido para que a população economize água durante o período de estiagem. A queda nos mananciais não provoca interrupções no fornecimento doméstico, já que a Sabesp pode complementar a captação com outros reservatórios, entre eles a vazão transposta da Usina Hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul.
Classificação e limites de captação
No último dia útil de junho, a quarta-feira (1º/7), o Sistema Cantareira registrou 39,87% de sua capacidade. O índice alterou a classificação do reservatório para o nível 3, adotado pelas regras conjuntas da SP Águas e da Agência Nacional de Águas (ANA) para preservar o volume dos reservatórios até novembro, quando as chuvas retornam à região Sudeste. Na faixa anterior, com volume acima de 40%, o limite de captação autorizado para a Sabesp era de 31 metros cúbicos por segundo.
A queda no nível dos mananciais entre junho e outubro é esperada para o período de estiagem característico da região. Mesmo assim, o governo avalia que as medidas já adotadas não são suficientes para conter a redução dos reservatórios ao longo da estação seca.
Medidas preventivas e consumo doméstico
Em agosto de 2025, o governo determinou a gestão da pressão noturna como ação preventiva; o mecanismo funciona das 19h às 5h e resultou em economia de 160 bilhões de litros de água na Região Metropolitana, volume suficiente para abastecer 28 milhões de pessoas por um mês ou duas cidades do porte de São Paulo no mesmo intervalo.
O banho é apontado como o maior item de consumo doméstico de água. Em 15 minutos, o uso pode chegar a 150 litros; em uma família de três pessoas, isso representa 13,5 mil litros mensais. Banhos de 5 minutos reduzem esse gasto em até 9 mil litros por mês, segundo os dados do governo.
O estado também elencou outras práticas de economia recomendadas à população:
-
Verificar vazamentos na descarga e evitar o descarte de papel higiênico na privada, para reduzir entupimentos e desperdício;
-
Manter a torneira fechada ao ensaboar louças e acionar a máquina de lavar louça somente com carga completa;
-
Reunir o máximo de roupas antes de ligar a máquina de lavar e reutilizar a água do enxágue final em limpezas externas, como calçadas e varandas;
-
Usar vassoura para limpar áreas externas da casa e balde, em vez de mangueira, para lavar o carro.
Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)