Curta temporada
SP: 1.625 apartamentos são removidos por aluguel de curta duração
O Airbnb iniciou a remoção de 1.625 anúncios de apartamentos classificados como Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) na cidade de São Paulo. A medida foi tomada após a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) encaminhar à plataforma e a outros serviços de hospedagem uma lista com endereços de unidades com restrições de uso.
Do total identificado, 773 acomodações ainda estavam ativas e terão seus anfitriões notificados sobre a suspensão. As outras 852 unidades, já inativas, foram deletadas em definitivo. Além do Airbnb, o Booking.com também recebeu a lista enviada pela Sehab.
Desvio de finalidade e fiscalização
Os imóveis envolvidos foram construídos com incentivos fiscais da gestão municipal para combater o déficit habitacional, incluindo isenção do pagamento de outorga onerosa. Por lei, essas unidades são destinadas a famílias com renda entre um e dez salários mínimos. A legislação paulistana proíbe a locação por período inferior a 90 dias nesses endereços.
Na prática, parte das unidades acabou nas mãos de investidores que as utilizavam para aluguel de curta duração em plataformas digitais. A prefeitura já aplicou mais de R$ 4 milhões em multas a incorporadoras por fraudes na comercialização desses imóveis.
Em nota, a empresa afirmou que apoia a destinação correta dos imóveis e que a triagem continuará de forma permanente, com base nos dados fornecidos pelo município. O Airbnb informou ainda que hóspedes afetados pelas remoções terão suporte para remarcar acomodações. Proprietários que identificarem erros no bloqueio foram orientados a procurar a prefeitura.
O peso desse segmento no mercado imobiliário paulistano é expressivo; entre janeiro de 2025 e maio de 2026, foram lançadas 129.000 unidades de HIS e HMP na cidade, o que corresponde a 67,4% de todos os lançamentos residenciais no período, segundo o Secovi-SP.
Fonte: Conteúdo SíndicoNet (Produzido com o Auxílio de IA)