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Segurança

Cuidados com a segurança

Optar pelo melhor preço nem sempre é o caminho mais inteligente

Publicado em: sexta-feira, 2 de setembro de 2016

PROBLEMAS ENFRENTADOS POR SÍNDICOS QUE PROCURAM APENAS O “BOM, BONITO E BARATO”

Por Jorge Lordello

Realizei pesquisa envolvendo condomínios residenciais em relação a serviços de portaria e equipamentos de segurança. Os resultados foram estarrecedores; vejam porquê:

a) 62% dos prédios que possuem cerca eletrificada para proteção dos muros não têm os equipamentos funcionando ou apresentam problemas graves

b) 57% dos sistemas de alarmes em edifícios encontram-se inoperantes ou têm alarme falso

c) 48% das imagens geradas pelos sistemas de câmeras de segurança não apresentam boa qualidade

d) 58% dos portões automáticos de condomínios quebram com frequência ou são lentos demais, fragilizando, assim, a segurança do local.

e) 55% dos moradores de prédios não estão satisfeitos com os serviços de portaria (terceirizada ou própria) e reclamam constantemente.

O interessante, é que não encontramos o mesmo nível de problemas e insatisfações nos condomínios comerciais, indústrias e em grandes empresas.

O leitor sabe apontar o motivo de tanta diferença?

A responsabilidade na contratação de equipamentos e serviços em condomínios residenciais é do sindico, que, geralmente, é eleito através de votação pelos moradores. Apesar da vontade de acertar, muitos administradores não possuem competência técnica e experiência suficiente para escolher empresas que irão fornecer mão de obra e equipamentos com qualidade e durabilidade na esfera da segurança.

Síndicos inexperientes querem impressionar moradores mantendo a taxa condominial mais baixa possível.

Para conseguir seu objetivo apelam para o famigerado “Bom, Bonito e Barato”.

Mas será que isso existe á disposição no mercado?

É óbvio que não!

Solicitar orçamento e analisar somente o valor não me parece um bom negócio.

No mês passado fui ministrar palestra sobre segurança à noite em prédio de classe média alta em São Paulo e notei que o vidro da guarita blindada estava rachado. O síndico se mostrou revoltado com o problema e comentou que a reforma na portaria para blindagem arquitetônica tinha menos de 1 ano. Mostrei ao administrador que o prestador de serviço havia cometido erro crasso ao fixar o vidro blindado direto na alvenaria e não apoiado em caixilho de aço balístico. De imediato o síndico entendeu o motivo da rachadura na vidraça e me indagou:

“Mas Lordello, por que a empresa agiu assim, sabendo que iria dar problema?”

Não sei se o síndico gostou de minha resposta, mas pelo menos serviu de lição:

“O vendedor provavelmente percebeu que você buscava somente preço baixo e não qualidade, e assim, apresentou orçamento sem caixilho de aço, o que barateia o valor do serviço em quase 30%”.

Em evento para 300 síndicos, comentei de equipamento eletrônico para controle de acesso de veículo com botão de pânico e anti-clonagem. Um dos participantes levantou a mão e pediu orientação no tocante a melhor marca recomendada, pois tinha receio de comprar equipamento de segunda linha ou com importação duvidosa. No momento que indiquei o melhor equipamento do mercado, um síndico que estava sentado nos fundos se levantou da cadeira abruptamente e passou a tecer sérias críticas à marca que indiquei:

“Instalei essa porcaria no meu edifício e só tive problemas. Foram tantas reclamações que mandei arrancar tudo e voltei com o sistema antigo que usávamos. Tive prejuízo enorme e muita dor de cabeça. Por experiência própria não recomendo esse fornecedor ”.

 Imediatamente, dezenas de síndicos rechassaram a colocação, dizendo que o equipamento que indiquei era excepcional e com ótimo custo benefício. Pedi silêncio e fiz a seguinte comparação:

“Vamos supor que ao sair deste evento você perceba que algum motorista bateu no paralama direito do seu veículo e fugiu. Para minimizar o prejuízo, você resolve comprar peça de reposição na concessionária. Resta agora escolher o funileiro para fazer o serviço. Será que qualquer oficina consegue acertar a pintura e instalar o paralama com perfeição? Todos sabemos que não!”.

Aproveitei o momento para mandar recado ao síndico que refutou minha indicação:

“O equipamnto instalado em seu prédio é o melhor do mercado, mas a empresa que o senhor escolheu para instalar não tinha capacidade técnica para realizar o serviço. Provavelmente, a escolha foi com base no preço baixo; o resultado não poderia mesmo ser satisfatório”.

O leitor já teve ter tido o dissabor de ir em alguma empresa ou condomínio residencial ou comercial e o leitor biométrico travar ou não funcionar. Muita gente diz que esse tipo de equipamento é uma porcaria e só apresenta problemas. Estamos diante de outra inverdade, pois se você adquirir equipamento biométrico de boa qualidade e contratar empresa com expertise na instalação, o aparelho irá funcionar com excelência e aumentar o nível de segurança no local.

Tenha em mente que preço baixo significa margem de lucro pequenina. Se a lucratividade for baixa, os investimentos em qualidade da empresa fornecedora serão baixos na mesma proporção.

Portanto, reflita sobre 3 indagações importantíssimas:

1) Qual a lealdade da empresa que se baseia apenas em preços baixos para angariar clientes?

2) Empresas que têm como diferencial o menor preço estão preocupadas em fidelizar clientes?

3) Empresas com esse perfil lhe atende quando você ligar para reclamar do serviço?

A verdade é uma só, comprar sem qualidade não é bom para ninguém!

Quando o vendedor cede facilmente aos apelos em diminuir o preço, aconselho o síndico a ficar extremamente desconfiado.

Lembre-se que todo síndico é responsável pela compra realizada, ou seja, se comprar apenas visando o preço mais baixo e n?ão se preocupar com a  devida qualidade, poderá ter que se explicar na justiça e até indenizar o condomínio, se forem gerados prejuízos por tal procedimento.

Assim, se você escolheu ser síndico, saiba de suas responsabilidades perante a comunidade. Desempenhe suas funções com profissionalismo; isso significa não adotar o famoso “jeitinho” ou tom emocional.

O antigo jargão popular diz que:

“Quem compra mal, paga duas vezes” e o pior, fragiliza a segurança do condomínio.

*Especialista em Segurança Pública e Privada, Escritor internacional, Conferencista e Palestrante sobre Segurança em Condomínios Horizontais e Verticais. Apresentador do programa “Operação de Risco” na RedeTV. Fundador do portal www.doutorseguranca.com.br

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