Desabamento de marquise
PE: Prédio de 18 andares é interditado após estrutura colapsar
O Corpo de Bombeiros evacuou o Edifício Príncipe de Vivar após o desabamento parcial da marquise do prédio. O incidente ocorreu na segunda-feira (26), no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife. Nenhuma pessoa ficou ferida durante o colapso da estrutura, que levou à interdição total do imóvel pela Defesa Civil.
A queda da marquise aconteceu no final da manhã, mobilizando um aparato de emergência que incluiu sete viaturas do Corpo de Bombeiros, equipes do 13º Batalhão da Polícia Militar, agentes da Defesa Civil e cães farejadores para verificar possíveis vítimas sob os escombros.
O edifício residencial de 18 andares está localizado na Rua Nicarágua, via que liga a Rua da Hora à Avenida Agamenon Magalhães. As autoridades isolaram a área e interditaram o trânsito na rua como medida de segurança.
De acordo com informações do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), não havia obra em andamento no condomínio quando ocorreu o desabamento. Um profissional havia identificado uma fissura na estrutura anteriormente, mas não houve tempo para realizar o escoramento necessário antes do colapso.
O major João Paulo, do Corpo de Bombeiros, explicou a situação no local: "Nenhuma vítima ferida, graças a Deus. A gente está apenas realizando a evacuação por uma questão de segurança e redução da sobrecarga no restante da estrutura".
Sobre a possibilidade de evacuação de prédios vizinhos, o major acrescentou: "A gente está fazendo essa avaliação para, caso seja identificado com o pessoal da engenharia, a gente fazer, inclusive, a evacuação das edificações circunvizinhas, mas isso tudo está em progresso ainda".
A liberação do edifício para reocupação dependerá de um laudo técnico que comprove a estabilidade da estrutura. Este documento deverá ser elaborado por um engenheiro calculista contratado pelo próprio condomínio, sem prazo definido para conclusão.
A Defesa Civil determinou que o condomínio realize os serviços de escoramento e remoção dos escombros, além de providenciar o laudo de estabilidade. O Crea-PE recomendou aos moradores do prédio vizinho que também providenciem uma avaliação técnica da estrutura.
A Polícia Civil iniciou investigações sobre o caso por meio da Delegacia do Espinheiro. Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros informou que "as diligências já foram iniciadas para o total esclarecimento dos fatos".
Para reportar situações de risco, a população pode acionar a Defesa Civil do Recife gratuitamente pelos telefones 0800-0813400 e 3036-4873, disponíveis 24 horas, ou pelo aplicativo Conecta Recife.
Quais são os sinais que antecedem um desabamento em condomínio? *
Em geral, um prédio não desaba “do nada”: ele costuma dar avisos por meio de anomalias visíveis e mudanças rápidas na estrutura e nos elementos construtivos. O problema é que, muitas vezes, esses sinais são confundidos com “coisa normal de prédio velho” — e aí o risco aumenta.
Principais sinais de alerta (o que observar)
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Fissuras e trincas “fora do padrão” (especialmente se evoluem rápido) ⚠️
- Algumas rachaduras podem ser superficiais (revestimento), mas há padrões que exigem atenção imediata:
- Trincas inclinadas/diagonais, principalmente em paredes e próximas de pilares/vigas
- Rachaduras que aumentam rapidamente, “andam” (crescem em comprimento/largura) ou reaparecem após reparo
- Trincas acompanhadas de desnível, portas emperrando e sensação de “torção” no ambiente
- 📌 Exemplo prático: o morador diz “a porta começou a raspar no chão e apareceu uma trinca diagonal do canto da porta até o teto”. Isso pode indicar movimentação/acomodação anormal e precisa de avaliação técnica.
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Infiltrações persistentes e umidade recorrente 🚫💧
- Infiltração não é só estética: pode acelerar corrosão de armaduras e deteriorar concreto.
- Manchas de umidade que crescem
- Infiltração em garagem, lajes, áreas de piscina/deck, jardineiras e marquises
- Pingamentos frequentes e “vazamentos crônicos” que ninguém resolve definitivamente
- 📌 Exemplo realista: infiltração constante na laje da garagem + armadura exposta (ferro aparecendo). Isso é sinal de deterioração progressiva e não deve ser tratado só com pintura.
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Sinais de deterioração do concreto e ferragens aparentes ⚠️
- Concreto “esfarelando” (desplacamento), pedaços caindo
- Ferragem exposta e com aparência de ferrugem
- Partes “oco” ao bater (pode indicar desprendimento do cobrimento)
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Estalos, vibrações e deformações visíveis (em lajes, vigas, sacadas) ⚠️
- Barulhos de estalo repetidos sem explicação (especialmente após chuvas, obras ou mudanças de carga)
- Flecha (laje/sacada “cedendo”, ficando arqueada)
- Guarda-corpo/sacada com sensação de instabilidade, trincas no encontro com a fachada
- 📌 Atenção extra às sacadas/varandas: há casos em que um problema em um ponto gera “efeito dominó” em sequência.
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Problemas que surgem após reformas e aumento de carga 🚫🧱
- Alguns riscos aumentam depois de reformas que mexem em parede (suspeita de parede estrutural), instalação de itens pesados (ex.: banheira, spa, grandes reservatórios) sem laudo/ART/RRT e obras sem controle técnico e sem análise do impacto na estrutura
- 📌 Exemplo prático: morador instala banheira e não apresenta documentação técnica; o condomínio deve exigir e avaliar risco, porque pode haver sobrecarga.
O que fazer ao identificar um sinal (passo a passo)
- Registre: fotos, vídeos, data, local exato, se está aumentando.
- Comunique imediatamente síndico/zeladoria e administração (por escrito).
- Isolamento preventivo da área, se houver risco de queda (pedaços soltando, varandas, garagens, marquises).
- Chame profissional habilitado (engenheiro/arquiteto) para vistoria e laudo.
- Acompanhe com plano de correção e cronograma (não deixe virar “remendo”).
- Em caso de risco iminente (trinca abrindo rápido, estalos fortes, deformação evidente): acionar Defesa Civil/Corpo de Bombeiros e considerar evacuação preventiva. ⚠️
📌 Importante para o síndico: a obrigação de zelar pela conservação das áreas comuns e tomar providências existe (o SindicoNet reforça esse dever com base no art. 1.348 do Código Civil). Ou seja, identificou o sinal → tem que agir e registrar as medidas.
Caminho mais recomendado para o condomínio ficar seguro
- Criar rotina de vistoria visual periódica (zelador e síndico treinados para registrar anomalias)
- Manter vistorias técnicas regulares com profissional habilitado (e agir sobre o que o laudo apontar)
- Priorizar correções em pontos críticos: garagem, estrutura aparente, lajes, piscina/deck, sacadas e áreas com infiltração
- Ter histórico e documentação de manutenção organizada (ajuda a prevenir e a decidir rápido em emergência)
* Conteúdo gerado pela Inteligência Artificial do SíndicoNet. Teste aqui!
Conteúdo SíndicoNet (produzido com auxílio de IA)