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Manutenção

Gás e condomínio

Aprenda as diferenças e ajude na segurança do seu condomínio

Publicado em: quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Os últimos acidentes decorrentes das instalações de gás, no Rio de janeiro,abriu debate para a questão da segurança e deixou muito gente em alerta. Vale lembrar que na cidade são utilizadosdois tipos de gases combustíveis nos imóveis residenciais e comerciais, o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), que são distribuídos em botijões que variam de 05 a 90 Kgs, e o GN(Gás Natural) canalizado,que é distribuído pela tubulação que está sob responsabilidade da Ceg e Ceg Rio, e ambos os casos possuem padrões aceitáveis de segurança quando instalado e operado de forma correta.
 
No caso do acidente de São Cristóvão as evidências apontam para uma explosão oriunda do escapamento de gás de um imóvel comercial que fazia uso de botijões de gás. O gás GLP quando misturado ao oxigênio do ar forma uma mistura inflamávelseestiver dentro de uma faixa chamada de limites de explosividade,assim como na presença de uma fonte de energia ativante, como, por exemplo, centelha, faísca, calor ou chama.
 
Ao atingir o ponto de fugor este inflama, causando a explosão, que é a expansão do volume e consequente deslocamento de massa de ar próximo. 
 
Por ser um gás mais pesado que o ar, o GLP quando disperso em um ambiente com deficiente ventilação permanece depositado na parte baixa deste espaço, e dependendo da concentração pode formar uma mistura inflamável.
 
Motores de geladeiras, por exemplo, ligam e desligam de forma automática para manter temperatura no interior do equipamento, o acionamento repentino do sistema gera centelha, podendo desencadear uma explosão por encontrar o ambiente perfeito para este fenômeno.
 
Já o Gás Natural encanado é mais seguro que o GLP, pois, por ser mais leve que o ar se dispersa com mais facilidade na atmosfera. Além disso, seu ponto de combustão/fugor é bem maior do que o do GLP, que tem como principal perigo o risco vazamento, que poderá acarretar em uma explosão ou até mesmo causar asfixia. 
 
Desde 1976, a legislação de segurança contra incêndio e pânico é aplicada pelo CBMERJ. Para a aplicação da Lei, o Corpo de Bombeiros observa o disposto no Decreto nº 897 de 21 de setembro de 1976 (Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico – CoSCIP), que em seu Art. 143 dispõe que, o suprimento de GLP a todos os prédios com mais de 5 (cinco) unidades habitacionais, ou a novos prédios com destinação recreativa, hoteleira, comercial, ou a qualquer outra que estimule ou provoque a concentração de público, bem como às novas edificações situadas dentro do perímetro urbano, só poderá ser feito colocando-se o botijão ou cilindro no pavimento térreo e do lado de fora da edificação, em uma central própria para este fim, construída conforme as Normas Técnicas vigentes. 
 
Ressalto que as centrais de gases GLP devem estar de acordo com a Norma ABNT NBR 13523: 2008, que estabelece os requisitos mínimos exigíveis para projeto, montagem, alteração, localização das centrais de gás liquefeito de petróleo (GLP) com capacidade de armazenamento total máxima de 1500 m³, para instalações comerciais, residenciais, industriais e de abastecimento de empilhadeiras.
 
Abaixo separei algumas dicas importantes para manter as instalações de Gás Natural e GLP dentro dos padrões de segurança. 
 
  • Jamais obstrua o acesso ao registro ou válvula de segurança do seu equipamento;
  • Mantenha o aquecedor de gás sempre limpo, regulado e em local ventilado; 
  • Utilize um panode algodão com detergente neutro para limpar a mangueira flexívelque liga o gás natural ao fogão; 
  • Mantenha produtos e objetos inflamáveis longe dos aquecedores a gás;
  • Jamais deixe que crianças mexam em aparelhos a gás;
  • Ao se ausentar por um período prolongado, feche o registrode segurança;
  • Não utilize o aquecedor de água ou sua chaminé para secar roupas ou armazenar produtos de qualquer espécie;
  • Solicite aum profissional experiente que posicione o registro desegurança em local acessível para deficientes físicos; 
  • Providencie a instalação de um detector de vazamentode gás nas proximidades do aparelho em caso de morador com deficiência olfativa;
  • Verifique se a mangueira, que liga o botijão de gás ao fogão, está etiquetada e em conformidade com as normas ABNT;
  • Deixe sempre o botijão em um lugar ventilado. Caso aconteça um vazamento o gás não irá acumular;
  • Manuseie a troca do botijão somente com as mãos e jamais utilize ferramentas para não danificar o mesmo;
  • Procure sempre um profissional qualificado e exija o cumprimento das normas brasileiras vigentes de instalação de equipamentos a gás.
 

Por Samuel Stephan Thomaz, engenheiro mecânico e segurança do trabalho.

 

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