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Inadimplência

Inadimplência em BH

Taxa no mercado condominial caiu durante pandemia

segunda-feira, 20 de julho de 2020
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Taxa média de inadimplência em condomínios de BH e região metropolitana cai durante a pandemia

Levantamento da CMI/Secovi-MG aponta redução do índice nos últimos dois meses

Depois de registrar alta de 20% no início da pandemia e alcançar o pico em abril deste ano (12,7%), a inadimplência em condomínios vem caindo nos últimos dois meses. Em junho, a taxa média foi de 10,61%, 0,79 ponto percentual menor que o mês anterior, quando o índice foi de 11,4%. Os dados são de levantamento, realizado pela Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), divulgado nesta semana. O estudo foi feito levando em consideração cerca de 2 mil condomínios residenciais e comerciais em Belo Horizonte e região metropolitana.

No comparativo com o mesmo período do ano passado, o índice médio em junho também é 0,38 ponto percentual menor (10,99% em junho de 2019). O vice-presidente da área das Administradoras de Condomínios da CMI/Secovi-MG, Leonardo Mota, credita a queda a alguns fatores, como o isolamento social, que fez com que as pessoas ficassem reclusas no espaço do condomínio. "Em muitos casos, o apartamento era apenas dormitório. Agora, com a permanência maior no imóvel, os condôminos, além do constrangimento de ficar inadimplente, passaram a valorizar ainda mais o espaço", explica.

Ele afirma que a redução dos gastos com lazer e entretenimento fora de casa também pode ter influência na diminuição da taxa de inadimplência. "Isso fez com que esse recurso fosse utilizado para a quitação em dia das despesas essenciais e obrigatórias."

Outro fator citado por Mota é a baixa taxa Selic, que está em 2,25% ao ano. Segundo ele, se comparada à multa aplicada no atraso do pagamento do condomínio —que é de 2% e juros de 1% ao mês—, torna-se desvantajoso não quitar essa dívida. "Ainda podemos citar como motivo para essa curva em declínio o fato de, em abril, muitas pessoas ainda não estarem recebendo o auxílio emergencial do governo. Ao longo dos demais meses, isso foi regularizado, fazendo com que as pessoas pudessem quitar as dívidas com o condomínio", acrescenta.

Por outro lado, o vice-presidente da CMI/Secovi-MG revela que os condomínios comerciais têm sido os mais atingidos pela pandemia, em especial os de lojas e pequenos shopping centers, que não estão podendo exercer as atividades. "As despesas condominiais continuam, especialmente em relação à segurança do imóvel. Esses condomínios, sem dúvida, são os mais impactados pela inadimplência, em função da proibição de atividades pelos órgãos municipais", analisa.

Já o índice de impontualidade —taxas liquidadas dentro do mês, mas fora da data de vencimento— vem aumentando: abril (6,40%), maio (8,58%) e junho (8,95%). "É natural, ao cair a taxa média de inadimplência, a impontualidade aumentar. Isso significa que, apesar do atraso, as contas com o condomínio estão sendo quitadas no próprio mês de referência", declara Leonardo Mota. "Nossa orientação para todos os síndicos é a de que continuem negociando com o condômino inadimplente, a fim de manter o caixa e os compromissos em dia."

Fonte: Assessoria de Imprensa da CMI/Secovi-MG.

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