Invasão
SP: Grupo invade prédio com controle remoto furtado
Um grupo criminoso invadiu um prédio residencial na Vila Carrão, zona leste de São Paulo, nesta sexta-feira (12). Os suspeitos utilizaram um controle remoto furtado para acessar a garagem do edifício. Nenhum objeto foi levado do apartamento.
Os criminosos chegaram ao condomínio em um veículo. O carro entrou pela garagem enquanto um dos integrantes distraía o porteiro pelo interfone. Após estacionarem, os suspeitos subiram pelas escadas de emergência até o terceiro andar. A área não possui câmeras de segurança.
No terceiro andar, o grupo arrombou a porta de uma unidade residencial. Uma vizinha ouviu barulhos estranhos e foi verificar a situação. A presença da moradora provocou a fuga dos criminosos.
A vítima gastou cerca de R$ 6 mil para trocar o sistema de segurança da nova porta anti-arrombamento. O condomínio vai implementar medidas para reforçar a segurança do edifício.
Os suspeitos são identificados como integrantes da "gangue dos boyzinhos". O mesmo grupo já havia sido responsável por tentativa de assalto semelhante no bairro Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Naquela ação anterior, quatro integrantes foram presos. Entre os detidos estava um foragido da Justiça.
O veículo utilizado na entrada do condomínio na Vila Carrão foi o mesmo que deu apoio à fuga dos criminosos após a tentativa frustrada no Alto de Pinheiros. Os criminosos usaram vestimentas discretas para evitar suspeitas durante a invasão.
Como agir diante de invasões condominiais com controles clonados?*
✅ Na hora do ocorrido
- Não confronte suspeitos. Oriente portaria, zeladoria e moradores a se afastarem.
- Acione imediatamente a Polícia Militar.
- Preserve imagens das câmeras, registros de abertura do portão, horários, placas, rostos e trajeto dos invasores.
- Registre testemunhas e comunicações internas.
📌 Depois do fato
- Faça Boletim de Ocorrência, mesmo que não tenha havido furto. Isso demonstra diligência do condomínio.
- Cancele todos os controles suspeitos e faça recadastramento geral dos dispositivos.
- Se houver suspeita de participação interna, preserve sigilo, reúna provas e encaminhe à polícia/advogado antes de acusar alguém.
⚠️ Medidas preventivas essenciais
- Trocar controles comuns por modelos rolling code/anti-clonagem, preferencialmente com identificação por unidade, morador ou veículo.
- Reforçar protocolo da portaria: o porteiro não deve liberar apenas porque o carro “parece conhecido”; deve confirmar quem está dentro.
- Evitar “carona” no portão: um veículo por abertura.
- Implantar clausura/enclausuramento: dois portões intertravados reduzem bastante o risco.
- Treinar funcionários para lidar com pressão, urgência falsa e pessoas bem-vestidas tentando entrar.
- Revisar câmeras, iluminação, grades e pontos cegos.
Exemplo prático: se um carro entra com controle clonado às 22h, o condomínio deve bloquear o código usado, separar imagens, registrar B.O. e avisar moradores para não abrirem portões sem identificação.
✅ Caminho recomendado: convoque uma reunião com conselho, administradora e empresa de segurança para aprovar recadastramento imediato e migração para sistema anti-clonagem.
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