Reparo obrigatório
SP: Laudo aponta risco grave em condomínio
Laudo pericial confirmou risco estrutural grave em condomínio residencial de Mauá, no ABC Paulista. Apenas três famílias permanecem no local, que passou por interdição e depois teve a medida revertida pela Defesa Civil municipal. A decisão da 3ª Vara Cível de Mauá, com trânsito em julgado em 18 de maio de 2026, determinou prazo de 90 dias para que a construtora Morada da Villa III conclua as obras estruturais. O descumprimento implica multa diária de R$ 1.000.
O laudo classifica o risco estrutural da edificação como de "grau severo". Moradores relatam rachaduras, estalos e infiltrações que formam "cachoeiras" dentro dos imóveis. A maioria abandonou o condomínio; o local foi descrito como um prédio fantasma, com apenas três famílias ainda resistindo no endereço.
A Defesa Civil de Mauá chegou a paralisar totalmente o uso da estrutura em 2024. O órgão, no entanto, reverteu a interdição posteriormente.
Ricardo Dias, morador que planejou a compra do imóvel por anos, optou por deixar o local após a interdição parcial emitida pela Defesa Civil.
"Um sonho que se tornou um pesadelo. Anos de planejamento e renúncia para ter um imóvel e descobrir que o condomínio inteiro está com problemas que põem em risco as vidas dos moradores", lamentou. Ao ser questionado sobre o motivo da saída, foi direto: "A interdição pela Defesa Civil e a gravidade dos vícios construtivos, constatados pelo laudo pericial."
Ivone da Silva, ex-proprietária de uma das casas, também descreveu a experiência como traumática. "Comprar um imóvel na planta ou recém-construído é o plano de vida de qualquer família. É o reflexo de anos de economia. No meu caso, esse sonho virou um pesadelo em pouquíssimas semanas", afirmou.
A advogada da construtora Morada da Villa III, Patrícia Holanda, afirmou à Jovem Pan que as obras podem ser executadas com os moradores no local e citou uma perícia particular como respaldo para essa posição. O perito nomeado pelo juiz, porém, recomendou a retirada dos moradores durante as intervenções. Os documentos oficiais anexados ao processo reforçam a gravidade das falhas estruturais e a necessidade de medidas de segurança.
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