Lixo

Lixeiras nas escadas

Afinal, é proibido ou não? Síndicos e moradores devem saber organizar o lixo nas unidades

 Afinal, é proibido ou não? Síndicos e moradores devem saber organizar o lixo nas unidades

Para quem mora em condomínio, a coleta de lixo é geralmente muito prática. Cada andar conta com uma lixeira grande, onde as sacolas das unidades são depositadas.

Uma ou duas vezes por dia, um funcionário da limpeza passa recolhendo o lixo.

Essa prática tão comum e recorrente em condomínios dos mais diversos portes, porém, não é indicada - em alguns municípios é até proibido - por motivo de segurança.

Afinal, em caso de emergência, as lixeiras em todos os andares não passariam de obstáculos no caminho daqueles que querem chegar ao térreo o mais rápido possível.

Mesmo sabendo disso, muitos condomínios não abrem mão das lixeiras em todos os andares, o que pode ser um grande problema ao renovar o AVCB, além de ser uma ameaça constante em caso de acidentes.

Como deve ficar as lixeiras em cada unidade

Para aqueles que se conscientizaram que a lixeira pode ser um problema, há algumas soluções.

A mais recorrente é marcar um horário, ou dois, para a coleta do lixo nas unidades. O funcionário do condomínio toca a campainha, e o morador ou seu funcionário entrega suas sacolas de resíduos para ser encaminhado ao lixo do condomínio.

Dessa forma, a lixeira grande é retirada dos andares, e o condomínio ganha em segurança e não perde no quesito limpeza.

O que muda na retirada do lixo

Apesar das situações enumeradas a seguir (veja abaixo algumas das dificuldades mais comuns em mudar esse hábito nocivo dos condomínios, e suas possíveis soluções), o ponto mais crítico é sempre a mudança de cultura nos condomínios.

Por isso, o síndico deve levar a alteração do cuidado com o lixo para aprovação assemblear. Dessa forma fica mais fácil estabelecer procedimentos a serem cumpridos e coibir abusos.

“A primeira semana geralmente é mais difícil para implantar a mudança do recolhimento do lixo, há bastante resistência e parece que não vai dar certo. Mas duas ou três semanas depois as coisas já entraram nos eixos”, aponta Alexandre, do Instituto Muda , que elabora projetos do tipo para condomínios.

Para aqueles moradores que depois do período de adaptação de três semanas continuarem a não se adequar ao novo esquema de recolhimento do lixo, vale aplicar as sanções previstas no regulamento interno.

Problemas práticos

Mas e no caso de a unidade estar vazia no horário da coleta pelo funcionário?

“Quando acontece isso, o próprio morador pode levar seu lixo para a lixeira do condomínio”, explica Alexandre Furlan, diretor do Instituto Muda.

Há quem prefira levar seu lixo até a lixeira – e não ser incomodado com a campainha pelos funcionários do condomínio.

Para esses casos, o Instituto Muda desenvolveu uma tag que pode ser colocada na porta, para que o colaborador saiba que o resíduo já foi encaminhado corretamente.

Outro percalço em potencial, para condomínios pequenos e com exígua área comum, é o espaço para a lixeira do próprio condomínio.

Como em São Paulo – e em algumas outras cidades do país – é proibido que o condomínio tenha lixeiras aramadas nas ruas, nesse caso só se pode colocar o lixo para fora poucos momentos antes que o lixeiro passe para o coleta.

“Para essas situações o ideal é que um funcionário do condomínio retire o lixo apenas na hora de colocá-lo na rua. Caso o morador não esteja na unidade no momento, o mesmo deve ou entregar o resíduo para o funcionário quando for sair de casa ou deixá-lo na porta da unidade par a ser recolhido. Não são as alternativas ideais, mas é um problema recorrente em condomínios com espaço comum reduzido”, argumenta  Vania Dal Maso, gerente de condomínios da administradora Itambé.

Serviço

Fontes consultadas: Alexandre Furlan, diretor do Instituto Muda - www.institutomuda.com.br, Vania Dal Maso, gerente de condomínios da administradora Itambé - www.itambe.net, Sergio Meira, diretor de condomínios do Secovi-SP, Alessandro Dias, síndico profissional

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