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Administração

Mão de obra especializada

Com a construção civil em alta, condomínios não acham profissionais

Publicado em: terça-feira, 19 de junho de 2012

Condomínios perdem mão de obra para construção

Por Redação BNI

As administradoras de condomínio estão com dificuldades para encontrar mão de obra especializada. De acordo com representantes do setor, há falta de trabalhadores em todos os níveis, de faxineiros a gerentes prediais, exigindo que as empresas invistam em treinamento, e os trabalhadores, em qualificação profissional.

"Houve uma migração principalmente de porteiros e faxineiros para a construção civil, que teve um crescimento grande em 2009 e 2010. Eles saem dos condomínios e voltam um ou dois anos depois", diz o diretor da administradora Hubert e vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi- SP), Hubert Gebara.

Na capital paulista, a entrega de 520 novos condomínios até o fim de 2012 vai acirrar ainda mais a disputa por trabalhadores, uma vez que deverá gerar aproximadamente 3,6 mil novos postos - cada empreendimento tem em média sete funcionários.

A baixa remuneração dos profissionais nos edifícios tem estimulado a escolha por outros segmentos. Os porteiros mais bem pagos de São Paulo, entre os 1,4 mil condomínios atendidos pela administradora Lello, estão nos Jardins e ganham em média R$ 1,2 mil. Na construção civil, um pedreiro recebe R$1.435, de acordo com levantamento do site de empregos Catho Online.

O desenvolvimento de outros Estados da Federação, segundo Gebara, também estimulou a migração de profissionais para outras regiões do País. "Com o crescimento de áreas como o Nordeste, houve uma diminuição da fonte de mão de obra". Na Lello Condomínios, a rotatividade de pessoal teve um incremento de 21% no primeiro semestre em relação a igual período do ano passado.

Entre aqueles que mudaram de emprego, a demissão voluntária cresceu de 20% dos desligamentos, em 2010, a 23% neste ano. "Se antigamente havia dez pessoas concorrendo a uma vaga, hoje há três ou duas. Não passa muito disso", diz o gerente de relações humanas da empresa, José Maria Bamonde.

Para fugir da escassez, a solução adotada pela A3 Mão de Obra Especializada, empresa do Grupo Itambé, é investir em qualificação. "Hoje, temos de contratar pessoas sem experiência e treiná-las". (com informações de O Estado de São Paulo)

Fonte: http://noticias.bahianoticias.com.br

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