Ataque em Condomínio
SP: Nutricionista reage por 30 minutos e evita estupro
Wellington de Oliveira Santos, de 37 anos, invadiu o apartamento da nutricionista Jéssica Soares, de 35 anos, em São Paulo. A vítima resistiu ao ataque durante 30 minutos utilizando conhecimentos de jiu-jitsu, muay thai e boxe até a chegada da Guarda Civil Metropolitana.
Jéssica acordou com barulho na porta do apartamento duplex, localizado no 18º andar de um condomínio. Wellington já havia conseguido entrar no imóvel. O confronto físico aconteceu dentro do quarto da vítima. Durante a luta, a nutricionista conseguiu pegar o celular e registrar imagens da situação.
"Ele perguntava o meu nome, mas dizia que já me observava há tempo", relembra a moça. "Eu só perguntava quem ele era. O que é que você está fazendo aqui? E aí ele tampou minha boca e disse, não grita", acrescenta Jéssica.
A nutricionista gritou pedindo ajuda. Vizinhos ouviram os gritos de socorro e acionaram a Guarda Civil Metropolitana. Os guardas chegaram ao local e algemaram Wellington, que ficou encurralado no apartamento.
Invasor aproveitou saída de morador para entrar no condomínio
Câmeras de segurança registraram toda a movimentação de Wellington. As imagens mostram o invasor aguardando na rampa de acesso do condomínio. Ele aproveitou a saída de um morador para entrar no edifício.
Wellington permaneceu por alguns minutos na recepção. Ele estava sempre ao telefone. O invasor passou por baixo da catraca enquanto os recepcionistas cadastravam visitantes. No elevador, Wellington seguiu ao telefone.
O invasor foi direto para o 18º andar. No corredor, Wellington passou por várias portas e parou no final. Ele entrou no apartamento de Jéssica. Dentro do imóvel, o invasor viu o tênis do namorado da nutricionista no chão da sala. Wellington trocou de calçado. Ele começou a descer as escadas em direção ao andar inferior do apartamento duplex.
Treinamento em artes marciais foi decisivo para a defesa
Jéssica possui treinamento em artes marciais acumulado ao longo de muitos anos. A advogada Silvana Campos contextualiza o caso: "A Jéssica é uma exceção, porque por muitos anos ela treinou a arte da defesa com esportes marciais, jiu-jitsu, muay thai, boxe. É a exceção".
A nutricionista relata que conseguiu se planejar durante o confronto: "Comecei a pensar nas coisas que aprendi no jiu-jitsu. Que você tem que parar para respirar. Porque se você ficar ofegante, você não consegue sair". Wellington de Oliveira Santos saiu do prédio preso em flagrante e possui extensa ficha criminal. Um dos registros é de uma violência sexual que teria ocorrido em 2015. Ele tem passagens por violência doméstica, lesão corporal, furto e roubo.
Wellington foi condenado a 11 anos de prisão por tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual em 2017. Ele cumpriu parte da pena. Wellington foi solto em 2021. O invasor estava em liberdade condicional quando invadiu o apartamento de Jéssica. Na delegacia, ele negou o crime.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo confirmou o indiciamento de Wellington por tentativa de estupro, lesão corporal e violação de domicílio. A advogada pretende incluir o crime de tentativa de feminicídio.
Como agir diante de invasão e crime sexual em apartamento?*
✅ Na hora
- Ligue 190 se houver risco imediato, invasor no local, ameaça ou violência.
- Se a vítima precisar de atendimento, acione SAMU 192.
- 🚫 Não confronte o agressor nem tente “resolver” internamente.
- A portaria/síndico deve afastar curiosos e preservar a segurança.
📌 Depois do ocorrido
- Oriente a vítima a registrar Boletim de Ocorrência o quanto antes, preferencialmente com apoio de pessoa de confiança.
- Preserve provas: imagens de câmeras, registros de entrada, mensagens, áudios, testemunhas, data e horário.
- O condomínio deve guardar as gravações e colaborar com a polícia sem expor a vítima.
- Se o agressor for morador, visitante ou funcionário, o condomínio pode avaliar medidas internas, como advertência, multa e restrição de acesso, conforme convenção e orientação jurídica.
⚠️ Importante: crimes sexuais exigem acolhimento, sigilo e encaminhamento às autoridades. Evite comentários em grupos de WhatsApp ou exposição do caso.
Sugestão prática: acione a polícia, preserve provas, registre B.O. e formalize internamente para que o condomínio coopere com a investigação.
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