Obra em Colapso
SP: Desabamento em obra de condomínio mata soldador
O soldador Aluízio Belau dos Santos, de 53 anos, morreu após o colapso de uma estrutura metálica em uma obra residencial de alto padrão no Morumbi, Zona Oeste de São Paulo. Outros cinco trabalhadores ficaram feridos no acidente, dois deles em estado grave.
O desabamento ocorreu na manhã deste sábado (25), por volta das 10h30, na Avenida Lineu de Paula Machado, 164. A obra é de responsabilidade da incorporadora e construtora Cyrela.
Seis operários estavam na área no momento do acidente. Segundo o capitão Jaelson Nobre, da Polícia Militar, quatro deles se encontravam sob a estrutura quando ela cedeu. O capitão explicou que a estrutura metálica funcionava como a base do edifício:
"Uma estrutura metálica, que é a base do edifício, uma espécie de gaiola, tinha alguns funcionários por cima e quatro por baixo. No momento em que a gaiola desabou, prensou os quatro funcionários que estavam abaixo."
Aluízio trabalhava sob uma sapata de cerca de três metros de altura quando foi atingido pelas ferragens. Sapata é um elemento de fundação em concreto armado que distribui o peso do edifício para o solo; antes da concretagem, recebe uma armação de aço denominada "gaiola" no canteiro de obras. O capitão Nobre detalhou o desfecho; "Ele era soldador, foi prensado pelas ferragens. Com apoio do Corpo de Bombeiros e do Águia foram prestados os primeiros socorros, mas ele não resistiu."
Resgate e interdição
O Corpo de Bombeiros informou que o colapso aconteceu durante uma concretagem, quando houve falha parcial das ferragens associadas ao concreto recém-lançado. Ao todo, 21 bombeiros e sete viaturas atuaram na ocorrência, com apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar.
O Samu encaminhou dois feridos a hospitais; um homem de 54 anos foi levado ao Hospital Universitário e outro, com idade não informada, ao Hospital das Clínicas, conforme a Secretaria Municipal da Saúde. Até a publicação da reportagem original, não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde dos demais feridos.
Após vistoria da Defesa Civil e de engenheiros da Subprefeitura Butantã, o local foi interditado parcialmente. A Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento informou que o endereço possui alvará de execução de edificação nova. A CET bloqueou a Avenida Professor Francisco Morato, no sentido centro, durante os trabalhos policiais; a via foi totalmente liberada às 13h41. Linhas de transporte público que circulam pela região tiveram a operação afetada entre 11h20 e 11h50 deste sábado (25).
Em nota, a Cyrela afirmou que "lamenta profundamente o ocorrido e manifesta sua solidariedade aos familiares, amigos e colegas neste momento de profunda tristeza" e que "segue prestando todo o apoio necessário aos familiares." A empresa disse ainda que colabora integralmente com as autoridades para esclarecer os fatos e que apura o ocorrido junto à empresa terceirizada responsável pelos trabalhadores envolvidos.
As causas do desabamento ainda são desconhecidas. A área foi preservada para o trabalho da perícia, segundo o capitão Jaelson Nobre.
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