Queda do 7º andar
PR: Equipamento salva pintor em queda de prédio de 7 andares
Um pintor sobreviveu a uma queda do 7º andar de um edifício no centro de Pato Branco, no Sudoeste do Paraná. O acidente ocorreu na manhã de terça-feira (21/7) e a queda foi de aproximadamente 24 metros.
O trabalhador não ficou em queda livre porque usava equipamento de segurança. Ele atingiu uma central de gás localizada entre três e quatro metros do chão, segundo o Corpo de Bombeiros.
O sargento Marcio Greco, do Corpo de Bombeiros, avaliou o estado do pintor após o resgate.
"Nada muito grave. Ele pode ter uma fratura na clavícula. Pela altura que ele caiu, ele está muito bem. O equipamento protegeu ele. Mesmo ele caindo, ele não caiu em queda livre", afirmou o sargento.
O homem foi socorrido com dores no corpo e encaminhado a um hospital em Pato Branco. O dono da empresa de pintura para a qual o trabalhador presta serviços foi ao local e prestou apoio ao funcionário.
O nome da empresa não foi divulgado. As circunstâncias da queda serão investigadas.
Quais são as responsabilidades do condomínio sobre queda de pintor terceirizado?*
✅ Em regra, se o pintor era funcionário de uma empresa terceirizada, a responsabilidade trabalhista e de segurança imediata é da empresa empregadora, pois ela deve fornecer EPIs, treinamento, supervisão e cumprir normas de segurança.
⚠️ Mas o condomínio pode ser responsabilizado se houver falha na contratação ou fiscalização, por exemplo:
- contratou profissional informal/autônomo sem documentação mínima;
- permitiu trabalho em altura sem cinto, trava-quedas, andaime adequado ou linha de vida;
- não exigiu seguro, contrato, ASO, treinamento/NR aplicável ou responsável técnico;
- o acidente ocorreu por problema da estrutura do prédio, como guarda-corpo solto, laje deteriorada ou ponto de ancoragem inadequado;
- o síndico ignorou risco evidente.
📌 O Código Civil, no art. 1.348, V, atribui ao síndico o dever de diligenciar a conservação e guarda das partes comuns e zelar pelos serviços de interesse dos possuidores. Por isso, em obras e pinturas, o condomínio deve atuar preventivamente.
Na prática, após a queda:
- 🚑 acione socorro imediatamente e registre boletim/ocorrência interna;
- 📸 preserve imagens, fotos, contratos e comunicações;
- 📑 peça à empresa CAT, documentos trabalhistas, EPIs entregues e relatórios;
- 🛡️ comunique a seguradora do condomínio, se houver cobertura;
- ⚖️ consulte advogado, especialmente se houver lesão grave ou morte.
O caminho mais seguro é o condomínio manter contrato formal, exigir documentação técnica e seguro, e registrar a fiscalização. Isso não elimina todo risco, mas reduz bastante a responsabilidade do síndico e do condomínio.
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