Risco estrutural
Líbano: Desabamento de prédios mata 15 pessoas em Trípoli
Dois edifícios residenciais desabaram no bairro de Bab al-Tabbaneh, em Trípoli, norte do Líbano, causando a morte de pelo menos 15 pessoas. O incidente ocorreu neste domingo (9), afetando 22 moradores que habitavam as construções. A Defesa Civil libanesa confirmou que oito sobreviventes foram resgatados e encaminhados a hospitais da região.
As estruturas vizinhas, cada uma com seis apartamentos, colapsaram simultaneamente. Equipes de resgate trabalharam entre os escombros e conseguiram retirar com vida um menino de 13 anos, segundo relatos de testemunhas presentes no local.
O chefe do conselho municipal de Trípoli, Abdel Hamid Karimeh, informou que ainda não é possível confirmar o número exato de pessoas que permanecem desaparecidas sob os escombros.
Este é o segundo desabamento fatal na cidade em apenas uma semana, evidenciando problemas estruturais nas edificações locais. O bairro de Bab al-Tabbaneh é considerado uma das áreas mais carentes de Trípoli, concentrando população de baixa renda e construções em condições precárias.
Após o incidente, protestos e carreatas de motociclistas tomaram as ruas durante a noite. Manifestantes também se reuniram em frente às residências de figuras políticas, demonstrando insatisfação com a situação.
O prefeito Abdel Hamid Karimeh declarou Trípoli como "cidade atingida por desastre". Ele explicou que muitos edifícios da cidade têm entre 60 e 70 anos, ultrapassando sua vida útil estrutural sem jamais receberem manutenção adequada. "Anos de negligência colocaram nossa população em perigo. A situação ultrapassa a capacidade da prefeitura", afirmou.
Segundo as autoridades locais, diversos fatores contribuem para o problema, incluindo irregularidades na construção, fiscalização deficiente, falta de investimentos e leis rígidas de controle de aluguel, que desencorajam proprietários a realizar os reparos necessários nas edificações.
Como a manutenção de edifícios em regiões pobres precisa se estabelecer para conter riscos estruturais?*
Para conter riscos estruturais, a manutenção precisa se estabelecer como um sistema mínimo contínuo, com foco no que é urgente e de maior risco, mesmo com pouco orçamento:
- ✅ Inspeções e laudos com profissionais qualificados (engenheiro/arquiteto), para identificar o que é risco real e priorizar intervenções essenciais (não “reparos no olho”). ⚠️
- ✅ Prioridade do que não pode esperar: tratar primeiro problemas estruturais, elétricos críticos, infiltrações e drenagem (adiar isso aumenta custo e pode colocar vidas em risco).
- ⚠️ Atenção aos sinais de alerta: rachaduras, fissuras, inclinações, quedas de reboco/tijolos e infiltrações devem ser avaliados rapidamente — infiltração contínua pode enfraquecer a estrutura.
- 🛠️ Reformas só com aprovação e supervisão técnica: evitar obras informais (derrubar paredes, fechar varanda, alterar carga) que podem sobrecarregar a estrutura.
- 📌 Plano simples de contingência (principalmente em áreas com chuva forte): protocolos de emergência, checagem de drenagem/esgoto, bombas, e orientação aos moradores.
Em resumo: em regiões com menos recursos, a estratégia mais segura é diagnosticar com técnico, priorizar o urgente e manter rotina mínima de inspeção + correções rápidas, evitando reformas improvisadas e atacando infiltrações/drenagem antes que virem problema estrutural grave.
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