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Segurança

Tecnologia e crime

Filmagem do elevador é pista que pode elucidar morte em condomínio

Publicado em: segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Câmera do elevador é a principal pista para achar suspeito de matar idosa

Um crime bárbaro e ainda sem pistas. Com um profundo corte no pescoço, a viúva Mercedes Del Rio Lembo, de 83 anos, foi encontrada morta ao lado da sua cama, na tarde de quinta-feira (4), no apartamento onde morava sozinha, na Praia do Boqueirão, em Santos. Sexta-feira (5) à tarde, a idosa foi sepultada no Cemitério da Areia Branca.
 
Sem vestígios de arrombamento e aparentemente intacto em seu interior, o imóvel precisou ser aberto por um chaveiro. Essa providência foi tomada após o zelador Clóvis Alexandre do Nascimento notar a falta da moradora e ligar para uma sobrinha dela.
 
Segundo ele, câmeras do edifício instaladas no hall e nos elevadores registraram imagens da vítima pela última vez às 16h56 de segunda-feira (1). Ela retornava ao prédio após um passeio que diariamente fazia e foi direto para o seu apartamento, no sexto andar, não sendo mais vista.
 
Preocupado, o zelador disse que interfonou para o apartamento dela, mas ninguém atendeu. Depois, ele ligou para uma sobrinha da viúva, cujo telefone fica na portaria, e essa parente se dirigiu ao prédio, porque não havia tido contato com a tia após segunda-feira à tarde.
 
A sobrinha é uma pedagoga de 66 anos, que também reside em Santos. Com o acompanhamento dela, o zelador chamou o chaveiro e o apartamento de Mercedes foi aberto. A viúva estava morta em meio a uma grande poça de sangue e, a partir daí, começou o mistério que a Polícia Civil tenta desvendar.
 
"Era uma senhora bastante vaidosa"
 
O zelador Clóvis do Nascimento traçou o perfil da vítima. “Apesar da idade, ela era uma senhora bastante vaidosa. Costumava usar bijuterias e sempre combinava as roupas que vestia. Não recebia visitas no apartamento e mantinha contatos esporádicos com a sobrinha que chamamos aqui no prédio”.
 
Mercedes não tinha filhos e ficou viúva há cerca de três anos. O seu marido era piloto e trabalhou com o ex-ministro dos Transportes e do Interior, Mário Andreazza, segundo revelou o zelador. O imóvel onde a idosa morava é alugado e tem um quarto, mas é bastante amplo e com área de serviço e dependência de empregada completa.
 
Últimas imagem da vítima foram registradas na segunda-feira (2), dentro do elevador
 
Sobre o apartamento da vítima, tanto o zelador quanto a delegada Lilian Rodrigues, em momentos distintos e sem que um ouvisse o outro, comentaram que ele “parece uma loja”. A razão da declaração desse fato foi explicada pelo funcionário do prédio. “A dona Mercedes sempre comprava calçados, roupas e bolsas”.
 
O Edifício São Domingos, onde ocorreu o crime, fica na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 3, de frente para o mar e entre a Rua Oswaldo Cruz e a Avenida Conselheiro Nébias. O prédio tem 14 andares e 98 apartamentos. Cerca de 70% das unidades são de temporada.
 
Imagens de câmera de monitoramento são a principal pista
 
A equipe da delegada Lilian Rodrigues e do investigador Carlos Rocha, do 7º DP de Santos, não descarta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), apesar de o apartamento da vítima estar aparentemente em ordem.
 
Como a viúva morava só, ainda não é possível saber se algo foi levado do imóvel. Por enquanto, a principal pista é a gravação das câmeras de segurança do prédio, às quais  A Tribuna teve acesso.
 
O equipamento de filmagem mostra Mercedes sendo vista pela última vez na segunda-feira. Nesse dia, ela saiu às 12h38 e retornou às 16h55. Costumeiramente, segundo o zelador, a idosa saía mais cedo, por volta das 10h30, almoçava na rua e voltava no final da tarde.
 
Porém, na segunda-feira, Mercedes saiu mais tarde porque aguardou a visita de um técnico de uma empresa de TV a cabo, que já estava agendada. Esse funcionário foi embora do edifício normalmente e, pouco tempo depois, houve a saída da viúva.
 
Outra gravação que chama a atenção e será apurada diz respeito à chegada de um jovem de moletom e boné, à 1h14 de quarta-feira. O zelador não reconheceu o rapaz, que entrou em um dos três elevadores e se manteve de cabeça abaixada.
 
Um funcionário da empresa de monitoramento eletrônico encarregado de fornecer cópia das imagens das câmeras à Polícia Civil não detectou a saída do jovem de boné. 
 
“Queremos saber se ele foi ao apartamento de outro morador, entre outras coisas”, disse Carlos Rocha.
 
De acordo com a delegada Lilian, por enquanto é prematuro afirmar algo. “Aguardamos o laudo necroscópico e ainda precisamos examinar minuciosamente as imagens das câmeras”.
 
Lilian esteve no apartamento com peritos criminais e informou que a viúva estava vestida e caída em posição de “decúbito dorsal” (de costas para o chão) ao lado da cama. 
 
Faca ou qualquer outro objeto que pudesse ter sido usado no crime não foi encontrado.

Fonte: http://www.atribuna.com.br/

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