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Segurança

Tragédia no RJ

Queda de prédios faz quase um ano e ainda não houve julgamento

Publicado em: quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

 Indiciados por queda de três prédios no Rio ainda não foram julgados

Tragédia completará um ano nesta sexta-feira (25). Investigação está no Ministério Público do Estado.
 
Já se passaram 362 dias e nenhum dos sete indiciados pela queda dos três prédios na Avenida Treze de Maio, no Centro do Rio de Janeiro, em janeiro do ano passado, ainda sentou no banco dos réus, como mostrou o RJTV. A tragédia completa um ano nesta sexta-feira (25). Dos 22 mortos, 5 corpos ainda estão desaparecidos.
 
No Ministério Público do Estado, a promotora Ana Lúcia Melo enviou quinta-feira (17) um ofício à Polícia Civil, dando um prazo de três meses para mais investigações. Nele, a promotora pede uma perícia complementar e mais depoimentos.
 
A demora não deixa Vera Lúcia sem esperanças. No dia 25 de janeiro de 2012, ela perdeu o filho, Bruno Gitahy, de 25 anos. Quando o Edifício Liberdade veio abaixo, o jovem estava em um curso de informática no 6º andar.
 
Como havia a suspeita de que o Theatro Municipal - protegido pela União - tivesse sido afetado pelo desabamento, a Polícia Federal cuidou das investigações. Quatro meses depois da tragédia, em maio do ano passado, a Justiça parecia estar mais próxima. Em mais de 500 páginas de inquérito, a PF dizia que sete pessoas foram as culpadas pelas mortes. Entre elas estava Sérgio Alves, presidente da T.O. , a Tecnologia Organizacional. Para a polícia, uma obra feita pela empresa de Alves no 9º andar do edifício derrubou paredes de sustentação do prédio e foi a causa do desabamento.
 
Os investigadores ainda apontaram como culpada a administradora da T.O., Cristiane Azevedo, e quatro operários que trabalharam na obra. Assim como o síndico do prédio, Manoel Renha, que permitiu as intervenções, todos foram indiciados pelos crimes de desabamento com resultado de morte e dano a bem tombado pela União, pelos supostos danos ao Theatro Municipal. A PF ainda indiciou Renha pelo crime de falsidade ideológica, já que ele entregou à prefeitura uma planta desatualizada do edifício. 
 

Impasse

Depois do fim das investigações, o inquérito foi para o Ministério Público Federal. Mas os procuradores concluíram que não tinham competência para cuidar do caso. Eles entenderam que não foi comprovado qualquer dano ao Theatro Municipal. Em dezembro do ano passado, então, o inquérito foi  repassado ao Ministério Público do Estado, que ainda não fez qualquer denúncia. 
 
Enquanto isso, o presidente da Associação de Vítimas da Treze de Maio teme que os culpados fiquem impunes. "Hoje em dia quem está pagando são as vítimas, as pessoas que ficaram desempregadas, as pessoas que perderam seus entes queridos. Quem está pagando somos nós", afirmou Antonio Jorge Molinaro.
 
Segundo a Polícia Civil, a delegacia que investiga caso ainda não recebeu o ofício do Ministério Público Estadual. Já a empresa T.O. - responsável pela obra - informou que vai esperar pelo resultado das investigações para se pronunciar. O advogado de Manoel Renha - síndico do prédio - disse que seu cliente não poderia dar entrevista por motivos de saúde e que enviaria uma nota, o que ainda não aconteceu. O operário Alexandro da Silva Santos se disse inocente. Os outros três operários que trabalhavam na obra não foram encontrados.
 
Famílias ainda buscam por parentes vítimas da tragédia. Segundo a defensoria pública do estado, apenas três famílias entraram com ações para o reconhecimento da morte presumida, mas até hoje só há decisões para duas delas. Os nomes dos parentes que entraram com ações não foram divulgados.
 
Roberto Flaviano ainda não superou a perda da mulher. Ana Cristina Silveira tinha 50 anos e trabalhava no escritório de contabilidade no Edifício Liberdade. O corpo dela ainda não foi encontrado. Roberto continua a lutar pelo reconhecimento da morte presumida da esposa na Justiça. Somente com o atestado de óbito de Ana Cristina é que ele pode dar entrada, por exemplo, em pedidos de indenizações.
 
As buscas pelos corpos de Ana Cristina e de outras quatro pessoas duraram quase seis meses. Nenhum deles foi achado. Na hora em que tudo veio abaixo, Yokania Mauro, que tinha 34 anos, fazia um curso de informática no prédio. Os parentes conseguiram o atestado de morte presumida de Yokania, mas ainda não se conformam.
Todos os indiciados pela PF respondem por homicídio culposo - quando não há intenção de matar -, lesão corporal culposa, desabamento e dano ao patrimônio tombado culposo - por ter atingido o Theatro Municipal.

Fonte: http://g1.globo.com/

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