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Tragédia vira filme

Prédio que desabou em SP ganha as telinhas

quinta-feira, 15 de agosto de 2019
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Prédio ocupado que pegou fogo e desabou no centro de SP, no Paissandu, vira documentário

Reportagem de Francesca Angiolillo na Folha de S.Paulo informa que, no incêndio do edifício Wilton Paes de Almeida, em 1º de maio do ano passado, não veio abaixo só o abrigo das quase 300 famílias que haviam feito dele seu lar no centro de São Paulo. Com o estrondo de seus vidros se partindo, ruiu o projeto original que a documentarista Denise Zmekhol tinha de contar, por meio da história do prédio, a de seu pai, Roger, arquiteto que o desenhou. Das cinzas daquele que foi, nos anos 1960, o primeiro edifício em altura da América Latina com fachada de vidro independente da estrutura, ela tirou outra narrativa.

De acordo com a publicação, agora, a história dos últimos habitantes do prédio se une à narração do filme “Pele de Vidro”, em forma de carta ao pai que Denise perdeu quando tinha 14 anos, em 1976.

Criado por Zmekhol no auge da arquitetura moderna brasileira para os escritórios de uma companhia de vidros, o prédio foi perdido para o governo por dívidas e feito, ainda na época da ditadura, sede da Polícia Federal. Abandonado nos anos 2000 pelo INSS, seu último ocupante oficial, foi transformado em moradia de migrantes e imigrantes, como o seu arquiteto. Roger Zmekhol nasceu em 1928, filho de uma família síria cristã exilada em Paris após perseguição religiosa no começo do século 20 e dali transferida para São Paulo.

A primeira vez que a diretora viu a obra-prima do pai tornada favela vertical foi pela internet, em imagens que pesquisou quando, em 2015, soube da ocupação do prédio. Radicada há 21 anos nos Estados Unidos, guardava na lembrança o edifício que vira num tour com um amigo arquiteto. “Fiquei muito chocada, surpresa”, diz. “Era um prédio tombado, importante para a história da cidade, um prédio que meu pai fez”. Mas, “mesmo antes do incêndio”, ao entender a realidade daquelas pessoas, resolveu contá-la no documentário. 

Ao vir pela primeira vez à cidade para filmar, em outubro de 2017, tentou conhecer os moradores, mas só pôde entrar no lobby. “Se não iam me deixar contar a história de dentro para fora, contaria de fora para dentro”. Nasceram daí algumas das últimas imagens da estrutura de pé, captadas a partir de prédios no entorno e de um drone, que teve de esperar as chuvas de verão passarem, em fevereiro, para voar, completa a Folha.

Nota: o projeto "Pele de Vidro" está em processo de finalização, mas ainda precisa levantar recursos para veiculação.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br

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