Mal-estar
RJ: Reparo em duto afeta 70 moradores em Mangaratiba
A Transpetro realizou reparo preventivo em tubulação que transporta petróleo entre o Terminal de Angra dos Reis e a Refinaria de Duque de Caxias. O procedimento ocorreu nos fundos de um residencial em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio. Pelo menos 70 pessoas deixaram suas casas. Mais de 20 moradores procuraram atendimento médico com sintomas como enjoo, falta de ar e ardência na garganta.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Mangaratiba multou a empresa em R$ 500 mil por poluição atmosférica constatada em ambiente urbano.
Sintomas e relatos dos moradores
A obra na tubulação teve início em janeiro de 2026. O odor se intensificou na segunda-feira (23). Os moradores compararam o cheiro ao de gasolina.
A aposentada Cida Carvalho dos Santos descreveu o momento em que percebeu o odor:
"Quando levantei e abri minha janela, veio aquele cheiro muito forte, como se fosse uma pancada na minha cara. Parecia que eu estava num posto de gasolina". Ela acrescentou: "A gente fica sufocada, com falta de ar".
A dona de casa Alice Fontes de Mello relatou alteração na pressão arterial: "Tive 19 de pressão na segunda. Enjoo, garganta inflamada, arranhando, parecia que estava fechando". A aposentada Maria da Conceição contou sobre os sintomas noturnos: "Vomitei e senti muita dor no estômago. Estou muito ofegante, coisa que não sentia há muitos anos".
Os sintomas relatados pelos moradores incluíram enjoo, vômito, dor de cabeça, pressão alta, ardência na garganta e falta de ar. A maioria dos afetados são idosos.
Hospedagem e falta de comunicação
A Transpetro ofereceu hospedagem em hotéis para os moradores que deixaram suas casas. O vendedor Fabiano Júnior comentou sobre a situação: "Tivemos que sair da nossa casa para ficar hospedados em um lugar que não era do nosso interesse. Cada um gosta do seu conforto".
A esteticista Dandara Jenifer afirmou que não houve comunicação prévia: "Ficamos sabendo porque vimos a movimentação. Eu moro perto da obra. Não fomos notificados".
Providências e fiscalização
Os moradores registraram boletim de ocorrência. Procuraram a Defensoria Pública e o Ministério Público. Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizaram vistoria no local após a aplicação da multa pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
A Defensoria Pública informou que o Núcleo Regional de Tutela Coletiva estuda as providências cabíveis. A instituição manterá contato com a comunidade
A Transpetro informou em nota que realiza, desde o dia 23 de fevereiro, um reparo preventivo na infraestrutura do duto. A empresa afirmou que o procedimento é controlado e seguro. Foi comunicado ao Inea e às demais autoridades competentes.
A companhia declarou que não houve vazamento de produto no local. Foi necessário escoar parte de petróleo residual. Esse procedimento pode ter gerado o odor de hidrocarboneto percebido pelos moradores durante o processo. Procurada para explicar a causa dos sintomas relatados pelos moradores, a Transpetro reiterou que não houve vazamento. Afirmou que o odor não é tóxico. Todas as etapas seguem normas internacionais.
A companhia informou ainda que está ciente da notificação da Prefeitura de Mangaratiba. Reúne a documentação solicitada.
O que fazer se uma empresa gera vazamentos que causam mal-estar nos moradores do condomínio?*
✅ O que fazer
- ⚠️ Priorize a segurança e a saúde: se houver suspeita de gás/risco imediato, interrompa a atividade, ventile áreas, isole o local e acione suporte técnico/urgência quando necessário.
- 📌 Registre evidências: datas/horários, relatos de moradores, fotos/vídeos, chamados, e se possível laudo técnico (isso ajuda muito em cobrança e responsabilização).
- ✅ Notifique formalmente a empresa (por escrito) para cessar o vazamento imediatamente e corrigir a causa, com prazo e protocolo.
- 🏢 Verifique de quem é a responsabilidade (rede geral do prédio x unidade/obra/empresa): muitas vezes não é do condomínio; é essencial identificar a origem para cobrar o responsável certo.
- 🚫 Garanta acesso para manutenção: o condomínio/morador deve permitir entrada da equipe técnica no ponto do reparo; impedir acesso pode até gerar medida judicial para obrigar a entrada.
- ⚖️ Se não resolver: o condomínio pode cobrar ressarcimento (danos e despesas) e avaliar medidas legais, além de tratar o tema em assembleia para aprovar ações e critérios.
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