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Mercado

Vida urbana

Condomínios ajudam a ampliar uso do espaço urbano

Publicado em: segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Pesquisa aponta que condomínios fechados incentivam melhor o aproveitamento do entorno

Devido à expansão de condomínios fechados na Região Metropolitana do Recife, uma dissertação defendida no Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), investigou de que forma esses modelos habitacionais impactam numa reorganização do local. A pesquisa revela que, mesmo que esse tipo de ocupação não cumpra uma função social e ambiental ideal, ele tem dado impulso a um melhor ordenamento e aproveitamento da infraestrutura urbana e do espaço. E, ainda, denuncia que o formato de estudo de impactos exigidos pelo poder público para o licenciamento ambiental é inadequado “por conta da superficialidade na descrição dos verdadeiros processos ambientais constituintes dos locais estudados”.
 
A dissertação foi defendida em junho deste ano e é intitulada de “A Redefinição de Espaços Periurbanos pelo Investimento Imobiliário Privado dos Condomínios Fechados na Porção Oeste da Região Metropolitana do Recife”, a pesquisa focou na instalação de condomínios fechados nas cidades de Jaboatão dos Guararapes e Moreno.
“As intervenções foram analisadas a partir da perspectiva sistêmica da Geografia numa abordagem socioambiental da interação homem-natureza – melhor dizendo, do processo de organização de uma sociedade local sobre seu meio físico com suas condições ambientais específicas”, afirma a autora do trabalho, Kenya Viégas.
 
Antes, as ocupações dessas áreas semirrurais se davam de forma desordenada, a exemplo dos bairros de Santo Aleixo e Manassum, próximos aos condomínios estudados. A instalação dos condomínios, além de organizar e utilizar o local e os recursos naturais de modo mais proveitoso, pede novos investimentos públicos nas áreas ao redor, tais como melhorias nas vias de acesso e no transporte público. Desse modo, mesmo sendo um investimento privado, acaba gerando benefícios para a população.
 
No decorrer do estudo, a geógrafa concluiu que os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) realizados, impostos por leis ambientais do país, não apresentam a interação do meio ambiente natural e social, funcionando apenas como uma apresentação teórica dos recursos existentes da área a ser construída. Além disso, o EIA só é solicitado de acordo com o tamanho da área, vários outras construções podem ser erguidas sem estudo prévio.
 
Orientado pelo professor Bertrand Roger Guillaime Cozic, o estudo aborda diversas questões para chegar à relação existente entre o objeto de estudo e suas ações em relação ao espaço, como o planejamento urbano; as transformações históricas no espaço urbano do Recife e da Região Metropolitana e a situação habitacional atual; o perfil dos condomínios Alphaville Pernambuco e o Villa Três Lagoas Residence; o cenário socioambiental atual da área de instalação dos condomínios fechados; os instrumentos da política ambiental no Brasil e o licenciamento ambiental; os Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) para o Licenciamento Ambiental do Brasil, entre outros pontos. Áreas afins da Geografia foram utilizadas como complemento de informações da pesquisa, a exemplo da História, do Urbanismo e do Meio Ambiente.
 
Segundo a autora da dissertação, os condomínios, sob a ótica da Geografia, são vistos como partes que integram um cenário, passando a ser agente e reagente, causa e efeito, por compor o espaço geográfico, que configura um sistema interdependente. “Mesmo antes de serem agentes interventores do espaço, esses modelos de habitação representam estruturas resposta às condições atuais e históricas de organização socioespacial”, conclui Kenya.
 
O estudo reforça a discussão acerca da necessidade de impulsionar a viabilidade da interação da estrutura urbana, a preservação e o uso consciente de recursos naturais, “especialmente em áreas periurbanas de características ainda rurais que dispõe desses recursos”. A autora aponta que intervenções menos agressivas ao meio ambiente já existem e que, segundo alguns profissionais entrevistados, são possíveis não apenas para as classes mais abastadas, podendo ser estendidas à população de modo que haja um planejamento urbano mais sério.

Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/

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