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Manutenção

Condomínios antigos

Retrofit é uma boa alternativa, mas pede cuidados prévios

terça-feira, 19 de janeiro de 2016
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Marília Costa Blini(*)

Na cidade de São Paulo e também na grande São Paulo há um número expressivo de condomínios antigos. Muitos foram construídos entre as décadas de 50 e 70 e infelizmente pararam no tempo.

Com o passar dos anos, em especial na última década, houve um avanço gigantesco em todas as áreas que correspondem aos condomínios, tanto residenciais quanto comerciais.

Chegamos num ponto onde não há mais como um condomínio se manter sem fazer reformas e alterações nas áreas de: elétrica, hidráulica, segurança, portaria, limpeza, manutenção, zeladoria, administração enfim, em todos os setores.

Nesse sentido, buscando a valorização do patrimônio e também a economia nos gastos com água, luz, funcionários e etc., os síndicos tem buscado opções de reforma que possam atender as necessidades do condomínio, mas com baixo custo e muitos tem optado pelo Retrofit.

O Retrofit, assim chamado pelos arquitetos, é uma maneira de transformar um condomínio antigo, com aspecto de velho em um condomínio novo, com aparência de recém construído, dando uma cara nova ao prédio e valorizando o patrimônio dos condôminos.

Essa modalidade de reforma visa alterar não apenas a aparência do condomínio, mas também todas as instalações, incluindo elétrica e hidráulica, para que o prédio tenha não apenas um visual novo, mas também tenha um fornecimento moderno de energia e água permitindo uma grande economia ao final de cada mês.

Além dessas reformas físicas, há também a necessidade da modernização quando se trata dos funcionários. Hoje em dia, poucos condomínios antigos optam pela terceirização dos serviços de portaria, limpeza e manutenção, por acreditarem que estão economizando, já que não há nenhuma empresa entre o condomínio e os funcionários, entretanto, se esquecem da dificuldade que há quando um funcionário falta, adoece ou entra em férias, mas principalmente se esquecem da enorme dificuldade que há no momento da demissão de um funcionário.

A demissão envolve muito mais do que as verbas rescisórias, que nos tempos atuais tem sido a cada dia mais complicado poupar esse valor mensalmente para tê-lo quando essa hora chegar. A demissão também envolve o vínculo criado entre síndico e funcionário, que muitas vezes é vista por este como uma traição. Muitas são as dificuldades que se encontram com funcionários próprios, obviamente elas não terminam quando se terceiriza os serviços, 

entretanto, muitas delas deixam de ser de responsabilidade do síndico e do condomínio, o que ajuda e muito a diminuir as dores de cabeça dos responsáveis pelo condomínio.

Outra dificuldade encontrada é a falta de quórum nas assembleias. As assembleias são realizadas em dias e horários que se entende mais viáveis ao comparecimento dos moradores, todavia, não é assim que acontece no dia-a-dia. Infelizmente um número mínimo de condôminos se dispõem a participar dessas reuniões o que prejudica a aprovação de mudanças e também estimula a aprovação de reformas e alterações que interessam apenas a um pequeno grupo de moradores.

De acordo com essa situação, hoje em dia, muitos condomínios tem optado por assembleias virtuais, em que os moradores acessam um site específico com todos os assuntos e propostas a serem discutidos e votados e tomam ciência das intenções da administração e podem votar de acordo com o que entendem mais interessante para o condomínio.

Vale lembrar que antes de contratar uma empresa especializada em terceirização é necessário pesquisar sobre a reputação da empresa, não apenas com consumidores e ex-consumidores dos seus serviços, mas também buscar informações quanto ao histórico de pagamento dos funcionários, impostos, Caixa Econômica Federal, inscrição na Receita Federal entre outros órgãos, pois, se a empresa houver restrição com relação a qualquer desses aspectos o ônus dos empregados passa a ser do condomínio.

Essas alterações e reformas, aliadas a outras formas mais modernas de administração, podem fazer muita diferença no dia-a-dia de quem mora em condomínio mudando a vida dessas pessoas para melhor.

Vale lembrar que para fazer qualquer dessas mudanças é necessária a aprovação e fazer um caixa específico para cada mudança ou reforma, para que haja a modernização, mas de forma clara, transparente e objetiva.

(*)Marília Costa Blini é Advogada Especialista em Condomínios

 

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